Flacidez: médico revela como tratar a quebra do colágeno sem cirurgia
Especialista explica como bioestimuladores e ultrassom combatem a flacidez na pele e nos músculos de forma gradual
atualizado
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A busca por uma aparência rejuvenescida e por contornos mais definidos não precisa, necessariamente, passar pelo centro cirúrgico. Com o avanço da medicina estética e da tecnologia de tecidos, tratar a flacidez tornou-se um processo de regeneração celular. Segundo o cirurgião vascular Herik Oliveira, especialista pela SBACV, a chave para o sucesso está em identificar se o problema é cutâneo ou muscular.
Através de intervenções não invasivas que estimulam a produção natural de colágeno, é possível reorganizar as fibras da pele e recuperar a sustentação perdida pelo envelhecimento ou perda de peso rápida.
Entenda
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Tipos distintos: a flacidez cutânea atinge a elasticidade da pele, enquanto a muscular decorre da perda de força e massa magra.
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Causas variadas: envelhecimento, exposição solar, menopausa e emagrecimento repentino (como o uso de “canetas” ou bariátrica) são os principais gatilhos.
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Tecnologia de ponta: procedimentos como ultrassom microfocado e radiofrequência atuam nas camadas profundas para retrair o tecido.
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Abordagem híbrida: o resultado satisfatório depende da união entre tecnologias injetáveis e mudança no estilo de vida, como dieta proteica.
O mapa da flacidez: pele vs. músculo
Para tratar, é preciso primeiro classificar. A flacidez cutânea ou dérmica é caracterizada por uma pele mais fina e sem sustentação, comum na face, pescoço e braços. Já a muscular surge pela redução da massa magra, sendo mais visível nos membros superiores e inferiores.
De acordo com Herik Oliveira, o envelhecimento natural diminui a produção de colágeno e elastina, mas fatores externos como cigarro, álcool e estresse oxidativo aceleram esse dano.
“Na menopausa, a queda do estrogênio potencializa essa perda. Já a flacidez muscular é impulsionada pelo sedentarismo e por dietas de perda de peso muito rápidas”, explica o médico.

O arsenal tecnológico sem cirurgia
A boa notícia para quem evita o bisturi é a variedade de substâncias e aparelhos que promovem a “autocura” do tecido. Entre as opções mais eficazes estão:
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Bioestimuladores de colágeno: substâncias injetáveis que forçam o corpo a produzir novas fibras de sustentação nas camadas profundas.
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Ultrassom microfocado: tecnologia que causa uma “desinflamação” controlada e organizada, promovendo a retração da pele e até a redução de gordura subcutânea.
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Criofrequência e radiofrequência: geram calor intenso para contrair as fibras existentes e estimular o surgimento de novas. O microagulhamento associado à radiofrequência permite atingir todas as camadas da pele simultaneamente.
Estilo de vida e acompanhamento médico
Embora as máquinas entreguem resultados impressionantes, o tratamento não é isolado. O paciente precisa adotar uma rotina que sustente os ganhos obtidos no consultório. Isso inclui uma alimentação rica em proteínas para manutenção muscular, uso rigoroso de protetor solar — para evitar o estresse oxidativo das fibras — e hidratação constante.
A estratégia é multidisciplinar.
“É fundamental que o paciente passe por uma avaliação para identificar a causa exata. Com o apoio de nutricionistas, dermatologistas e endocrinologistas, criamos um plano personalizado”, afirma o cirurgião. O foco é uma abordagem ampla, garantindo que o tratamento da flacidez seja seguro, individualizado e, acima de tudo, eficaz sem a necessidade de internação hospitalar.












