Academia: volta aos treinos em janeiro pede cuidado para evitar lesões
Fisioterapeuta alerta que excesso de intensidade e falta de planejamento aumentam riscos nas primeiras semanas de treino

O início do ano é marcado pelo aumento no número de pessoas que retornam ou começam a frequentar academias, motivadas por metas de saúde e qualidade de vida. Esse movimento, no entanto, costuma vir acompanhado de um crescimento nos casos de dores e lesões musculoesqueléticas, especialmente entre quem passou muito tempo sem ir aos treinos.

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Ver todasSegundo o professor do curso de Fisioterapia da Faseh, José Roberto Carvalho Barbosa, a empolgação excessiva é um dos principais fatores que levam aos problemas nesse período. Começar os treinos com intensidade elevada, sem respeitar o tempo de adaptação do corpo, aumenta significativamente o risco de lesões. A falta de aquecimento antes das atividades e a negligência com os alongamentos, principalmente ao final do treino, também contribuem para esse cenário.
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Outro erro comum, de acordo com o fisioterapeuta, é priorizar apenas exercícios de força, deixando de lado as atividades cardiovasculares, que são importantes para o condicionamento geral. Além disso, descanso inadequado entre os treinos, hidratação insuficiente e a ausência de um plano de treinamento individualizado impactam diretamente na segurança da prática esportiva.
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Entre as lesões mais frequentes no início do ano estão estiramentos e rupturas musculares, dor muscular tardia, tendinites e bursites, geralmente associadas à sobrecarga, movimentos repetitivos ou execução incorreta dos exercícios. Também são comuns entorses, especialmente de tornozelo, além de problemas articulares que atingem joelhos, ombros, cotovelos e a coluna. Segundo José Roberto, essas ocorrências são mais frequentes nas primeiras semanas porque o corpo ainda não está preparado para determinadas cargas e intensidades.
A avaliação fisioterapêutica antes do início da rotina de treinos é apontada como uma importante ferramenta de prevenção. Por meio dela, é possível identificar limitações musculares e articulares, alterações posturais, desequilíbrios de estabilidade e padrões de movimento inadequados, além de considerar fatores como idade, histórico de lesões e presença de doenças crônicas.

Para quem está retomando a prática de exercícios, o professor orienta começar com baixa intensidade e evoluir de forma gradual, sempre com acompanhamento profissional. A execução correta dos movimentos deve ser priorizada, mesmo que isso signifique utilizar cargas menores. Dores e desconfortos não devem ser ignorados, e o descanso, aliado à boa hidratação, faz parte do cuidado com a saúde.
Ao falar sobre metas para o novo ano, José Roberto reforça a importância do equilíbrio entre motivação e segurança. Objetivos realistas, constância e respeito aos momentos de recuperação são fundamentais para manter a prática de atividades físicas ao longo do ano sem comprometer o bem-estar.



