Tarcísio diz que não vai retirar professores auxiliares da rede estadual
Governador deu a declaração após pressão de famílias de alunos atípicos em ato em frente à Seduc, na última segunda-feira (25/5)
atualizado
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O governador de Tarcísio de Freitas disse, nesta quinta-feira (28/5) que não vai retirar professores auxiliares da rede estadual, como previa a Resolução SEDUC n° 129/2025. A declaração foi dada após a pressão de famílias e movimentos defensores do ensino inclusivo, que protestaram contra a mudança em ato em frente ao prédio da Secretaria de Educação (Seduc), na última segunda-feira (25/5)
Tarcísio fechou o compromisso em encontro com famílias que estavam no ato de segunda, em vídeo é possível ver o governador dar a declaração. “Hoje conseguimos que Tarcísio se comprometesse publicamente sobre a não retirada dos professores auxiliares agora em julho. A nossa luta está caminhando e ganhando forças”, afirmou a professora e ativista Priscila Cintra.
Apesar da fala do governador, famílias seguem preocupadas com a resolução. Isso porque o texto prevê a garantia de profissionais de apoio apenas para estudantes enquadrados em critérios específicos, o que, segundo os familiares, pode deixar de fora parte dos alunos diagnosticados com transtorno do espectro autista (TEA).
No início desta semana, famílias atípicas protestaram um ato em frente à sede da Seduc, na capital paulista, contra o que classificam como precarização do ensino inclusivo.
Manifestação na Seduc
Integrantes do movimento em defesa da educação especial realizaram, na última segunda-feira (25/5), uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Educação, na Praça da Sé, localizada no centro histórico de São Paulo. As famílias e professores tentavam barrar o desmonte da educação inclusiva nas escolas públicas estaduais, instaurado através da Resolução SEDUC n° 129/2025.
A Resolução SEDUC n° 129/2025, que dispõe sobre a regulamentação da Política de Educação Especial do Estado de São Paulo e do Plano Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), agora permite a substituição de professores auxiliares por profissionais de apoio terceirizados, com formação obrigatória apenas de ensino médio e cursinho de 80 horas.





