Famílias fazem ato na Seduc contra precarização do ensino inclusivo

Famílias se reuniram em frente a sede da Seduc, no centro, para protestar contra o fim das professoras auxiliares na rede pública de ensino

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/Priscila Cintra
Famílias se reúnem em frente a Seduc, no centro de SP, para lutar contra o fim das professoras auxiliares na rede pública de ensino
1 de 1 Famílias se reúnem em frente a Seduc, no centro de SP, para lutar contra o fim das professoras auxiliares na rede pública de ensino - Foto: Divulgação/Priscila Cintra

Integrantes do movimento em defesa da educação especial realizaram, nesta segunda-feira (25/5), uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Educação (Seduc), na Praça da Sé, localizada no centro histórico de São Paulo. As famílias e professores tentavam barrar o desmonte da educação inclusiva nas escolas públicas estaduais, instaurado através da Resolução SEDUC n° 129/2025.

Segundo Priscila Cintra, professora e integrante do movimento, as famílias com crianças e adolescentes com deficiência já enfrentavam problemas para conseguir acesso à educação inclusiva há tempos. No entanto, com essa resolução, a precarização ficou ainda maior, afetando milhares de profissionais e alunos. “Nós temos crianças que não estão querendo ir para escola, nós temos crianças que tentaram contra a sua própria vida, temos crianças que não conseguem se adaptar ali a um novo professor […] E esse professor (auxiliar) está sofrendo também invisibilidade dentro da escola… ele está como se ele fosse nada”, diz.

Famílias fazem ato na Seduc contra precarização do ensino inclusivo - destaque galeria
3 imagens
Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo
Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo
Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo
1 de 3

Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo

Divulgação/Priscila Cintra
Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo
2 de 3

Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo

Divulgação/Priscila Cintra
Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo
3 de 3

Manifestação na Seduc tenta barrar precarização do ensino inclusivo

Divulgação/Priscila Cintra

Priscila também afirma que as famílias conseguiam acesso a professores auxiliares especializados apenas através de ações judiciais, mesmo esse apoio sendo garantido como direito pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A Resolução SEDUC n° 129/2025, que dispõe sobre a regulamentação da Política de Educação Especial do Estado de São Paulo e do Plano Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), agora permite a substituição de professores auxiliares por profissionais de apoio terceirizados, com formação obrigatória apenas de ensino médio e cursinho de 80 horas.

A dor de uma mãe atípica: “Minhas filhas só querem aprender”

As constantes mudanças em relação à educação inclusiva nas escolas estaduais de São Paulo têm afetado diretamente a qualidade de vida e de ensino dos alunos que necessitam de apoio profissional. O rompimento no processo de adaptação a cada nova troca de professor auxiliar atinge negativamente a rotina do estudante e seu desempenho escolar, rompendo também com o aprendizado contínuo.

Em entrevista ao Metrópoles, Thais Teixeira de Menezes, mãe atípica de duas crianças (11 e 9 anos). Ela diz que a busca por um professor auxiliar não foi fácil, tendo o primeiro pedido negado pela justiça. Após meses de persistência, conseguiu o apoio.

No entanto, Thais afirma que, desde então, todo ano tem sido uma nova batalha. Quando sua filha começa a se adaptar, outra nova decisão é tomada pela SEDUC, o que tem feito a criança trocar de professora por diversas vezes. “Isso causa insegurança, regressão e muito sofrimento”, diz.

Além disso, a mãe atípica relata uma resistência por parte dos professores regentes em adaptarem as atividades. Como consequência, uma de suas filhas está com dificuldades escolares e ainda não é alfabetizada. “Uma das minhas filhas ainda não é alfabetizada justamente por conta de tantas trocas, interrupções e traumas ao longo desses anos. Minhas filhas só querem aprender, querem estar na escola, mas o sistema muitas vezes faz elas sentirem que não pertencem àquele espaço.” continua.

O Metrópoles procurou a Secretaria de Educação de São Paulo, no entanto, ainda não teve respostas. O espaço segue em aberto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações