PSB pressiona PT para fechar chapa em São Paulo e Haddad define prazo. Veja vídeo
PT quer definir até junho vice e candidatos ao Senado da chapa Haddad, enquanto partidos aliados cobram espaço e criticam demora
atualizado
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Diante da pressão de partidos que compõem o arco de alianças em torno da candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo, o PT definiu que irá fechar a chapa que concorrerá contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) até os primeiros dias de junho.
Um dos principais interessados em que será o vice de Haddad e quem disputará o Senado é o PSB, que tem quadros políticos interessados em concorrer às eleições, como o ex-governador Márcio França e a ex-ministra Simone Tebet – que recebeu a promessa de que irá para a disputa ao Senado.
A cobrança ficou clara durante o Fórum Esfera, evento empresarial que ocorreu no último fim de semana em Guarujá, no litoral paulista. A deputada e presidente do PSB da capital paulista, Tabata Amaral, disse que a indefinição “atrapalha no dia a dia da política”.
“Enquanto a gente não tem uma definição de quem é o candidato a vice, de quem é o candidato ao Senado, isso atrapalha porque a gente faz agenda, a gente está na rua conversando com as pessoas e elas querem saber qual é a definição”, disse Tabata a jornalistas. “No momento que o outro lado já tem isso definido, essa demora atrapalha bastante”, concluiu.
O “outro lado” ao qual a parlamentar se referiu é a chapa de Tarcísio, com Felício Ramuth (MDB) mantido como vice e os nomes para disputar o Senado até o momento – o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL).
Federação PSol-Rede pede espaço
Além do PSB, outros partidos que pedem espaço na composição de candidatura em torno de Haddad são o PSol e a Rede Sustentabilidade, que formam uma federação.
Principal nome da Rede, a ex-ministra Marina Silva participou de painel com Tabata nesse fim de semana e falou à imprensa sobre as negociações com o PT nas eleições paulistas.
“A Rede e o PSol entendem que nós devemos estar também na chapa majoritária. Mas isso é tranquilo entre nós porque nós temos a clareza de que o importante, e o mais estratégico, nesse momento é trabalhar na reeleição do presidente Lula”, afirmou Marina.
O PDT também irá apoiar a candidatura de Haddad em São Paulo. Recentemente, o partido filiou a pecuarista Teka Vendramini, que seria o nome favorito para concorrer como vice-governadora.
A empresária, porém, negou o convite de concorrer e se comprometeu a ajudar na construção de propostas para a agropecuária.
O perfil de vice desejado
Em conversas privadas, o entorno da campanha de Haddad afirma que a vice ideal seria uma mulher. Em especial, ligada ao agronegócio. Com a recusa de Teka Vendramini, as alternativas ficaram escassas.
Uma pessoa ligada à área de segurança pública é desejável por aliados de Haddad. A campanha pretende centrar críticas à gestão de Tarcísio sobre esse tema, visto como a maior preocupação dos eleitores. Há receio, no entanto, com um nome que dialogue com valores de direitos humanos dentro das forças de segurança.
