Eleição 2026

PT repetirá chuva de ações contra fake news com Nunes Marques no TSE

Autor de mais de 300 denúncias de desinformação em 2022, advogados do PT dizem que tendência é seguir a mesma linha nas eleições de 2026

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
ministro-nunes-marques-do-supremo-tribunal-federal-stf-no-plenario-do-stf-metropoles-2
1 de 1 ministro-nunes-marques-do-supremo-tribunal-federal-stf-no-plenario-do-stf-metropoles-2 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O Partido dos Trabalhadores (PT) vai repetir a estratégia de fazer um cerco contra a desinformação e levar à Justiça Eleitoral todos os casos constatados de fake news, mesmo com o ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF), na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A posse de Nunes Marques como presidente da Corte está marcada para as 19h desta terça-feira (12/5). O outro ministro indicado por Bolsonaro ao STF, André Mendonça, será o vice-presidente do TSE nas eleições de 2026. A terceira cadeira destinada à Suprema Corte, ocupada por Cármen Lúcia, será de Dias Toffoli.

O TSE também é composto pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva e Antonio Carlos Ferreira, que atua como corregedor-geral da Corte de Contas. O plenário dispõe ainda dos juristas Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto, próximo a Alexandre de Moraes, e Estela Aranha, aliada de Flávio Dino.

De acordo com advogados ligados ao PT, a ordem de manter o rigor contra a desinformação nas eleições veio do presidente nacional do partido, Edinho Silva (PT-SP), que tem incentivado a militância a se manter alerta em conteúdos de desinformação e avisar às equipes jurídicas para preparar ações.

O PT, que em 2022 entrou com mais de 300 ações por desinformação eleitoral, ainda irá lançar uma plataforma digital, que será um canal direto entre denunciantes de fake news e os advogados da executiva nacional do partido.

Neste ano, os petistas já acionaram o TSE para denunciar desinformação em conteúdos espalhados por Flávio e Carlos Bolsonaro, que vincula o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Petistas, no entanto, afirmam que, ao analisar as decisões de Nunes Marques, perceberam  que o ministro foi “benevolente” com desinformação eleitoral. Por outro lado, admitem que ele tem “melhorado alguns pontos com relação à desinformação” em novas resoluções da Justiça Eleitoral, que tiveram o novo presidente do TSE como relator.

Atuação preventiva

A interlocutores, Nunes Marques tem dito que pretende manter uma “atuação preventiva” sobre IA e desinformação. Assim como seu antecessor Alexandre de Moraes, o novo presidente do TSE tem mantido diálogo com as empresas que controlam as redes sociais para acelerar a remoção do conteúdo com desinformação.

Nunes Marques também tem se aproveitado de parcerias estruturadas do TSE com universidades para discutir e fortalecer mecanismos de checagem de informações.

O novo presidente do TSE relatou ainda resoluções que delimitaram o prazo para veiculação de propagandas criadas por Inteligência Artificial (IA) – até 72h antes das eleições e 24h depois do pleito.

Outra regra relatada por Nunes Marques proibiu o ranqueamento por cortes de vídeos – prática popularizada pelo ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (União-SP). Durante o processo de elaboração de minutas dessas resoluções, o novo presidente do TSE teria mantido diálogo constante e ouvido vários setores da sociedade civil.

Menos intervenção

Outra característica esperada para Nunes Marques no comando do TSE é uma redução no intervencionismo da Corte em relação ao observado durante a presidência de Alexandre de Moraes, que ficou à frente do TSE durante as eleições de 2022.

O novo presidente é visto como um ministro garantista na esfera eleitoral, que preserva os mandatos e evita cassação de chapas.

Um exemplo é a anulação, em decisão monocrática, da cassação do deputado estadual Fernando Francischini (União-PR), que perderia seu mandato por propagar fake news sobre urnas eletrônicas.

Mais recentemente, neste ano, o ministro Nunes Marques propôs a cisão da chapa eleitoral de Roraima, para condenar apenas o ex-governador Antonio Denarium e manter o vice no cargo, mesmo reconhecendo o abuso de poder político e econômico que motivou a denúncia. A decisão estabeleceu uma nova jurisprudência nesses casos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?