Ministro de Lula aponta ajustes e problemas com free flow de Tarcísio. Veja vídeo

Ministro George Santoro falou de ajustes e problemas com implantação do sistema de cobrança de pedágio free flow em São Paulo

atualizado

metropoles.com

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Foto: Ramiro Brites/Metrópoles
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O ministro dos Transportes, George Santoro, falou sobre a implantação do sistema de cobrança de pedágio free flow em São Paulo, durante o evento Fórum Esfera, nesta sexta-feira (22/5), no Guarujá (SP). “O modelo de implementação é que precisava ser corrigido, e a gente fez essa correção“, disse o titular da pasta ao Metrópoles.

Santoro pondera que o modelo é sucesso no mundo todo, mas que, em São Paulo, “a forma” de implantação foi equivocada. “O próprio governo de São Paulo já reconheceu o problema, já mudou o prazo de pedágio, já está reequilibrando o contrato aqui. Então, acho que essa indução do governo federal vai acabar corrigindo e o free flow, que era um problema, vai virar uma solução no futuro”, afirmou.

“Lá no governo de São Paulo, essa multa está indo para o concessionário, gerando um estímulo contrário. A gente não concorda com isso. A gente concorda que a multa seja aplicada quando a pessoa foi devidamente informada, ter tido tempo para pagar. Veja, a gente editou uma norma suspendendo todas as multas porque a gente identificou esse problema. Suspendemos as multas, reabrimos o prazo”, disse.

A implementação do sistema de pedágios free flow pelas rodovias de São Paulo tem gerado polêmica entre população, concessionárias, políticos e motoristas de todo o estado. A tecnologia é um plano do governo estadual para eliminar filas, segundo o governo estadual, e reduzir riscos de acidentes no trânsito, mas tem sido criticada por falta de instruções e cobranças indevidas.

Motoristas que utilizam a tag eletrônica continuam com o pagamento automático, que é debitado diretamente do sistema da operadora. Aqueles que não contam com a tecnologia, pagam as tarifas pelo site oficial ou postos presenciais de atendimento da Concessionária Novo Litoral (CNL).

A polêmica surgiu após milhares de motoristas começarem a receber multas por evasão de pedágio sem entender que precisavam pagar a tarifa depois de passar pelos pórticos.

“Como houve uma implementação equivocada, sem a sinalização, sem a devida informação, quem não tinha a tag foi muito prejudicado. Nós chegamos a ter mais de três milhões de multas aplicadas no Brasil, inclusive do governo federal, e a gente faz o mea-culpa do problema na implementação da Dutra, por exemplo”, afirmou Santoro.

Com isso, o governo estadual adiou o início da cobrança do sistema em oito rodovias da região metropolitana e do interior de São Paulo para o início de janeiro de 2027. A medida afeta os pórticos instalados nos trechos administrados pela concessionária da Rota Sorocabana em diferentes cidades.

Com o adiamento, o governo paulista deverá “ressarcir” a concessionária, por meio de um reequilíbrio financeiro do contrato. A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), responsável pela concessão, nega que se trata de uma multa.

O valor deve suprir o total que a empresa teria arrecadado, caso estivesse operando no prazo estipulado no começo do contrato. Na prática, é como se os pedágios já estivessem sendo cobrados, mas quem paga a tarifa é o governo, e não o motorista.

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