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Veja como é presídio de El Salvador defendido por Zema e Caiado

Presídio de segurança máxima tem capacidade para até 40 mil detentos ligados a facções criminosas e tem vigilância armada 24 horas por dia

atualizado

metropoles.com

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prisao cecot em el savador - metrópoles
1 de 1 prisao cecot em el savador - metrópoles - Foto: Francisco Gomez de Villaboa/WWD via Getty Image

Um presídio de segurança máxima em El Salvador passou a ser citado pelos pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) como exemplo de combate ao crime organizado. Durante um evento da Câmara de Comércio da América (Amcham Brasil), em São Paulo, os dois defenderam medidas mais rígidas contra facções criminosas, como endurecimento das penas e aumento do encarceramento no Brasil.

Considerado o maior presídio da América Latina, o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), em El Salvador, virou o principal símbolo da política de segurança adotada pelo presidente Nayib Bukele.

 

A prisão de segurança máxima foi inaugurada em 2023 na cidade de Tecoluca, a cerca de 70 quilômetros da capital San Salvador, uma distância parecida com o trajeto entre Atibaia e a cidade de São Paulo.

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O Cecot ocupa uma área equivalente a mais de 230 campos de futebol.
Prisão Cecot, em El Salvador
Relatos indicam que castigos são aplicados sem distinção entre presos condenados e provisórios
Detentos são mantidos em celas coletivas com até 100 pessoas, sem camas e sem direito a visitas
Interior da prisão de segurança máxima
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Interior da prisão de segurança máxima

Francisco Gomez de Villaboa/WWD via Getty Image
O Cecot ocupa uma área equivalente a mais de 230 campos de futebol.
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O Cecot ocupa uma área equivalente a mais de 230 campos de futebol.

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Prisão Cecot, em El Salvador
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Prisão Cecot, em El Salvador

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Relatos indicam que castigos são aplicados sem distinção entre presos condenados e provisórios
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Relatos indicam que castigos são aplicados sem distinção entre presos condenados e provisórios

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Detentos são mantidos em celas coletivas com até 100 pessoas, sem camas e sem direito a visitas
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Detentos são mantidos em celas coletivas com até 100 pessoas, sem camas e sem direito a visitas

Construído para receber até 40 mil presos ligados a gangues e facções criminosas, o presídio tem celas coletivas que abrigam dezenas de detentos ao mesmo tempo. Os presos dormem em camas metálicas sem colchões, ficam com a iluminação acesa 24 horas por dia e têm acesso restrito ao banho de sol. No local, também não são permitidas visitas.


Veja como funciona o presídio:

  • São oito módulos (pavilhões) construídos, cada um com 5.400 m² de área.
  • Cada módulo é isolado, com acesso restrito e vigilância constante.
  • Telhado curvo para ventilação e iluminação natural.
  • Plataformas aéreas para os guardas monitorarem as celas.
  • As celas têm dois lavatórios e dois vasos sanitários com água controlada somente pelos guardas.
  • Os pavilhões também contam com áreas de castigo para detentos que quebram as regras ou tentam organizar rebeliões. Nela, o preso não tem contato com a luz nem com qualquer outra pessoa.
  • Os presos não circulam livremente entre módulos.

A segurança é feita de forma permanente por um forte esquema armado. O complexo conta com mais de 600 soldados das Forças Armadas e cerca de 250 policiais que atuam em plantão contínuo, sete dias por semana. Os agentes utilizam equipamentos antidistúrbio, escudos, capacetes e cassetetes para controlar os detentos dentro da unidade.

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Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT)
Centro de Confinamiento del Terrorismo
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El Salvador
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 Forças Armadas na Amazônia

Durante o evento em São Paulo, Caiado afirmou que pretende usar as Forças Armadas no combate ao crime organizado na Amazônia caso seja eleito em 2026. Segundo o ex-governador de Goiás, a atuação das polícias estaduais na região seria insuficiente para enfrentar o avanço das facções criminosas.

Durante o discurso, Caiado defendeu que grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), sejam classificados como organizações terroristas. “Imediatamente usarei a Aeronáutica, a Marinha e o Exército brasileiro em um combate frontal para recuperar o território brasileiro”, afirmou.

A fala acontece em meio à pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Brasil passe a enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. Até o momento, o governo brasileiro tem sinalizado que não pretende fazer essa mudança no ordenamento jurídico do país.

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