Ferraz de Vasconcelos: vereador e secretários são afastados após operação
A Operação TAC, deflagrada nesta quarta (28/1), investiga esquema de corrupção com agentes públicos e empresários na Grande São Paulo
atualizado
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Após operação deflagrada nesta quarta-feira (28/1) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), foram afastados servidores da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos e da Câmara Municipal da cidade, que fica na região metropolitana. Trata-se de apuração de um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários.
Ficarão fora das funções públicas por 180 dias o vereador de Ferraz Ewerton de Lissa Souza (Podemos); o coordenador executivo da Secretaria do Meio Ambiente do município, Moacyr Alves de Souzao; o secretário de Administração, Adriano Dias Campos; e o secretário da Fazenda, Pedro Paulo Teixeira Júnior.
Mandados de busca e apreensão são cumpridos nas sedes do Legislativo e do Executivo da cidade. A ação é um desdobramento da Operação Munditia, desencadeada em 2024 para investigar fraudes em licitações orquestradas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Operação na Prefeitura e Câmara de Ferraz de Vasconcelos
Mais de 100 agentes participam, na manhã desta quarta-feira (28/1), da operação por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público de São Paulo.
De acordo com a Polícia Militar (PM), atuaram nesta manhã o Policiamento Especializado de Operações (PEO), com apoio da das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
Decretou-se o bloqueio de bens e valores ligados aos investigados e às pessoas jurídicas implicadas no esquema. Em dinheiro, na casa de um dos envolvidos foram confiscados R$ 105 mil.
Toda a atividade de combate à corrupção foi estruturada com os dados obtidos e compartilhados da Operação Munditia, a partir dos aparelhos de um ex-vereador, segundo o MPSP.
“Identificou-se novo conluio entre agentes públicos e empresário para a celebração de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) no âmbito da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Segundo o apurado, a suspensão de certidões de dívida ativa da empresa, decorrentes de autos de infrações ambientais, e a desistência de demandas judiciais pelo município foram motivadas por suposto pagamento de propina. Em ambos os acordos, a empresa assumiu obrigações ambientais, cujo cumprimento ainda será apurado, inclusive com a atuação conjunta do Gaema”, informou o órgão.
As investigações demonstram que a dívida da empresa, negociada entre os investigados, superava R$ 24 milhões. “Os dois TACs foram celebrados e verificou-se que o pagamento da propina ocorreu mediante a emissão de notas fiscais em nome de pessoas jurídicas, algumas de fachada, e a transferências de valores”, evidenciou o MPSP.
No total, a Justiça expediu 22 mandados de busca e apreensão que serão cumpridos também em Barueri e Guarulhos, em São Paulo, além de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
