Governo de SP assina contrato bilionário do túnel Santos–Guarujá
Com assinatura adiada desde o fim do ano passado, construção do túnel Santos–Guarujá prevê um total de investimento de quase R$ 7 bilhões
atualizado
Compartilhar notícia

Com a assinatura do contrato adiada desde dezembro do ano passado, o Governo de São Paulo firmou nesta quarta-feira (28/1) a parceria público-privada (PPP) para a construção do Túnel Santos–Guarujá. O acordo foi assinado com o grupo português Mota-Engil, em reunião no Palácio dos Bandeirantes, com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões em um dos maiores projetos de infraestrutura do país.
A obra é considerada estratégica para a mobilidade da Baixada Santista e prevê a construção de um túnel submerso de 870 metros sob o canal portuário. O projeto inclui três faixas de rolamento por sentido, passagem exclusiva para pedestres e ciclistas, além de uma galeria técnica para serviços. O contrato tem duração de 30 anos e abrange as fases de construção, operação e manutenção da estrutura.
Segundo o governo estadual, a implantação do túnel deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos, além de impulsionar o desenvolvimento urbano e logístico da região. Com a nova ligação, o tempo de travessia entre Santos e Guarujá deve cair para até cinco minutos. Atualmente, o deslocamento rodoviário entre as duas cidades pode levar cerca de uma hora em um trajeto de aproximadamente 40 quilômetros.
Túnel Imerso Santos-Guarujá
- Esperado há quase 100 anos, o Túnel Imerso Santos-Guarujá será o primeiro túnel imerso de toda a América Latina.
- Com uma profundidade de 21 metros e 860 de extensão, terá seis pistas (três para cada sentido).
- A expectativa é de que a travessia seja feita em pouco mais de 1 minuto e meio de carro.
- Atualmente, a travessia é feita por meio de balsa ou pela Rodovia Piaçaguera-Guarujá, podendo durar mais de uma hora.
Contrato adiado
Uma das obras mais aguardadas da Baixada Santista, o Túnel Santos–Guarujá, teve a assinatura do contrato adiada após solicitação da empresa vencedora do leilão. O consórcio liderado pela portuguesa Mota-Engil pediu ao Governo de São Paulo a prorrogação do prazo para concluir etapas internas obrigatórias antes de assumir oficialmente a concessão. O pedido foi aceito pelo Estado e formalizado por meio de publicação no Diário Oficial em 3 de dezembro de 2025.
De acordo com a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), o adiamento seguiu os trâmites previstos para projetos de grande porte e não compromete o cronograma da obra. A pasta informou ainda que a prorrogação está dentro dos limites legais e tem como objetivo garantir segurança jurídica ao contrato.








