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São Paulo

Deolane queria fundo em Dubai para internacionalizar negócios do PCC

Segundo o relatório final da Operação Vérnix,, o plano de Deolane era facilitar o aporte de capital estrangeiro nos negócios da facção

Reprodução
Imagem colorida da advogada e influenciadora Deolane Bezerra - Metrópoles

Deolane Bezerra, presa acusada de lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de receber valores de uma transportadora criada pelo grupo, pretendia adquirir um fundo de investimentos em Dubai antes de ser capturada. Segundo o relatório da Operação Vérnix, concluído nesta sexta-feira (29/5) pela Polícia Civil, o plano de Deolane era internacionalizar a estrutura empresarial e facilitar o aporte de capital estrangeiro nos negócios da facção.

Deolane queria fundo em Dubai para internacionalizar negócios do PCC - destaque galeria
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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC

Leonardo Amaro/Metrópoles
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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC

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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC

Leonardo Amaro/Metrópoles
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reprodução/Globo News
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

Reprodução/Globo News
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

Instagram/Reprodução
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Reprodução/TV Globo
Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

Arte/Metrópoles

O movimento internacional era a fase final de um plano de reorganização das empresas vinculadas ao PCC, que buscava criar holdings em estrutura de “cascata” para dificultar a localização do dinheiro apontado como fruto do crime organizado.


Como funcionava o plano?

  • O cronograma de reestruturação previa a compra de uma Sociedade Anônima (S.A.) administradora por uma empresa que seria constituída por um fundo de investimentos sediado em Dubai.
  • A finalidade da ação era a internacionalização da estrutura empresarial do PCC e a facilitação do aporte de capital estrangeiro nos negócios da facção.
  • Esse movimento incluía a criação de holdings para garantir a segurança patrimonial e a adequação regulatória para a plataforma de apostas zeroum.bet.br

Com esse objetivo, a advogada teria criado 35 empresas de fachada com endereço registrado no mesmo local, uma casa de poucos metros quadrados em Martinópolis, no interior de São Paulo, para camuflar a origem do dinheiro.

Deolane foi presa na mansão onde mora em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, no dia 21 de maio, e foi encaminhada ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela passou por audiência de custódia de maneira virtual e teve a prisão preventiva mantida pela 3ª Vara do Foro de Presidente Venceslau.

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A advogada passou a ser alvo da investigação após análises financeiras identificarem movimentações consideradas incompatíveis e depósitos suspeitos em contas vinculadas a ela entre 2018 e 2021. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a influenciadora teria recebido dezenas de transferências fracionadas, prática frequentemente usada para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. Os investigadores apontam que mais de 50 depósitos foram realizados em contas ligadas a Deolane, totalizando cerca de R$ 700 mil.


Entenda o envolvimento de Deolane Bezerra

  • Segundo a investigação, Deolane desempenhava um papel fundamental ao fornecer uma camada de aparente legalidade para os recursos ilícitos do PCC.
  • A projeção pública da influenciadora, além de suas atividades empresariais formais e da movimentação de seu patrimônio, era utilizada para ocultar e dissimular a origem criminosa do dinheiro, dificultando a identificação do vínculo com a facção.
  • Deolane, de acordo com os investigadores, tinha vínculos pessoais e negociais estreitos com um dos “gestores fantasmas” de uma transportadora em Presidente Venceslau. A empresa já havia sido identificada como braço financeiro do PCC em uma operação anterior.
  • Os investigadores ainda apontam que a influenciadora apresentou movimentações financeiras expressivas e um fluxo vultoso de dinheiro que não possuía lastro econômico compatível com suas atividades.
  • A estrutura envolvia o recebimento de valores de origem não esclarecida por meio de empresas, além da aquisição ou vinculação a bens de alto padrão, como imóveis e veículos de luxo.
  • As investigações também apontam que os valores recebidos não teriam sido declarados oficialmente. Por determinação da Justiça, cerca de R$ 27 milhões vinculados à influenciadora foram bloqueados.

Operação começou com troca de bilhetes

A Operação Vérnix, da Polícia Civil com o Ministério Público de São Paulo, é fruto de uma investigação que começou em 2019. Na ocasião, policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.

Após a descoberta, a Polícia Civil descobriu um trecho que citava uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques da facção.

A investigação levou a uma transportadora em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro, e deu origem à segunda fase da operação, batizada de Lado a Lado. Essa etapa revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC.

Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular e analisaram mais trocas de mensagens de pessoas ligadas à facção. O conteúdo também revelou indícios de repasses financeiros a Deolane Bezerra e apontou estreitos vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.

Na terceira fase da investigação, com a operação deflagrada nesta quinta-feira (21/5), as autoridades buscam descortinar um esquema mais amplo de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras. Foram decretadas seis prisões preventivas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos, incluindo modelos de luxo.


Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC

  • A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
  • Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e possíveis ataques contra agentes públicos.
  • A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
  • Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
  • Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros à Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
  • Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
  • Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que fundamentou o desdobramento desta quinta-feira.