Ações da Raízen desabam após detalhes sobre recuperação extrajudicial
Por volta das 11h45 (pelo horário de Brasília), os papéis da Raízen negociados na Bolsa brasileira tombavam 16,67% e eram cotados a R$ 0,35
atualizado
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As ações da Raízen negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam fortes perdas no pregão desta quinta-feira (28/5), após a divulgação de detalhes sobre o plano de recuperação extrajudicial da companhia apresentado aos credores.
Mais cedo, a empresa, um dos gigantes do agronegócio brasileiro no setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, apresentou o material que foi compartilhado com os credores.
Por volta das 11h45 (pelo horário de Brasília), os papéis da Raízen tombavam 16,67% e eram cotados a R$ 0,35.
Mais cedo, às 11 horas, a ação chegou a despencar 19%, a R$ 0,34.
Entenda
- Recuperação extrajudicial é um instrumento jurídico que permite a uma empresa que passa por dificuldades financeiras negociar diretamente com seus credores para reestruturar suas dívidas fora do sistema judicial tradicional.
- Trata-se, em linhas gerais, de uma alternativa mais rápida e menos onerosa do que a recuperação judicial, que pode ser homologada pelo juiz para conferir segurança jurídica ao acordo.
- A recuperação judicial, por sua vez, é um processo que permite às organizações renegociarem suas dívidas, evitando o encerramento das atividades, demissões ou falta de pagamento aos funcionários.
- Por meio desse instrumento, as empresas ficam desobrigadas de pagar aos credores por algum tempo, mas têm de apresentar um plano para acertar as contas e seguir em operação.
O plano da Raízen
O plano apresentado pela Raízen aos credores prevê, como uma das alternativas, a conversão parcial da dívida em ações combinada com reestruturação da dívida de longo prazo – que inclui aportes de R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões adicionais por veículo ligado à Aguassanta Investimentos.
Em outra hipótese, o plano prevê um desconto de 80% sobre o valor do crédito e pagamento em parcela única, com vencimento no dia 31 de março de 2047.
A terceira alternativa é a liquidação em caixa limitada voltada para pequenos credores.
Em fevereiro deste ano, a Raízen protocolou aquele que é, hoje, o maior pedido de recuperação extrajudicial em curso no Brasil. O objetivo da medida é justamente a renegociação das dívidas da empresa.
A Raízen é uma das maiores empresas de energia do Brasil e do mundo. Fundada em 2011 a partir de uma joint venture entre a brasileira Cosan e a gigante britânica Shell, a companhia é líder global em produção de açúcar e etanol. A Raízen opera toda a rede de postos da marca Shell no país.