Trump ameaça “inferno” no Irã caso Ormuz não seja reaberto em 48 horas

Guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã já passa de um mês sem sinais de um desfecho próximo

atualizado

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Donald Trump
1 de 1 Donald Trump - Foto: Win McNamee/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste sábado (4/4). Ele afirmou que, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto ou o país não aceite negociar um acordo com os EUA nas próximas 48 horas, “o inferno reinará” sobre a nação do Oriente Médio.

Trump citou um “prazo de 10 dias” estipulado pelos EUA ao Irã, que, segundo ele, “está se esgotando”. O governo iraniano, no entanto, já negou ter concordado com qualquer negociação com os Estados Unidos.

“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno reine sobre eles. Glória a Deus”, escreveu o presidente americano.

A guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã já se estende por mais de um mês, sem um sinal de desfecho próximo.

Imagem colorida, estreito de ormuz
O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Trump chegou a declarar que o “novo regime” do Irã é mais razoável do que o anterior e que negociações diplomáticas estavam em andamento. No entanto, o americano não deixou de ameaçar ataques contra pontos estratégicos do país do Oriente Médio.

Em contrapartida, o Irã acusou os EUA de planejarem um ataque terrestre secretamente enquanto mantém postura pública de negociações.

Comunidade internacional preocupada com o Estreito de Ormuz

O fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de petróleo do Oriente Médio, já dura mais de um mês, e preocupa a comunidade internacional. Pela rota marítima, passa 20% de todo o petróleo do mundo.

Está em curso no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) proposta para permitir o uso da força nas tentativas de reabrir o canal. Inicialmente, a votação seria na sexta-feira (3/4), mas, após dois adiamentos, ficou para a próxima semana.

O motivo do adiamento seria a oposição da China, Rússia e França à autorização de qualquer uso da força na região. Os três países têm o poder de vetar a resolução, pois estão entre os cinco membros permanentes da ONU.

O Reino Unido sediou cúpula com diplomatas de mais de 40 países para deliberar sobre a situação do Estreito de Ormuz. Após a reunião, o governo britânico informou que os países avaliam sancionar o Irã.

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