Sem EUA, Reino Unido sedia cúpula de 40 países para reabrir Ormuz
Chanceler do Reino Unido, Yvette Cooper afirmou, ao abrir a reunião, que o Irã está fazendo “a economia mundial de refém”
atualizado
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O Reino Unido sedia nesta quinta-feira (2/4) uma cúpula virtual com diplomatas de mais de 40 países sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota do comércio de petróleo fechada pelo Irã desde o início da guerra, em retaliação a ataques estadunidenses e israelenses no país.
Ao abrir a reunião, a chanceler britância, Yvette Cooper, destacou a “necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação”, e afirmou que o Irã “sequestrou a rota de navegação (Estreito de Ormuz) e está fazendo a economia mundial de refém”.
Cooper acrescentou que a “imprudência iraniana” está afetando economicamente países que não estão envolvidos no conflito. O Reino Unido confirmou nesta semana que está ampliando a presença militar no Oriente Médio e ajudando países que considera aliados com tecnologias antimísseis.

Sem representantes dos EUA
Sem representantes dos Estados Unidos, um dos protagonistas da guerra, o encontro ocorre dois dias após o presidente norte-americano, Donald Trump, alegar que a reabertura do canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial não é de responsabilidade dos EUA.
Trump citou nominalmente o Reino Unido e defendeu que o país terá de “tomar coragem” e buscar o próprio petróleo no Estreito de Ormuz.
