Trump desafia países dependentes do petróleo de Ormuz a defender o estreito

Donald Trump afirma que países dependentes do petróleo que passa por Ormuz devem garantir a segurança da rota

atualizado

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Donald Trump durante pronunciamento na TV
1 de 1 Donald Trump durante pronunciamento na TV - Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante pronunciamento nesta quarta-feira (1º/4) que os países que dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz devem assumir a responsabilidade por sua segurança, enquanto os EUA apoiarão, mas não atuarão sozinhos.

O republicano destacou que os Estados Unidos importam “quase nada” de petróleo que passa por Ormuz e que não dependerão dessa rota no futuro. O norte-americano afirmou que os países que dependem do petróleo que passa pelo estreito “devem assumir a responsabilidade de protegê-lo”.

“Eles dependem disso — e precisam agir. Nós vamos apoiar, mas eles devem liderar esse esforço e garantir a segurança do fluxo de energia do qual tanto necessitam”, declarou.

“Não dependemos disso. Nós derrotamos e enfraquecemos completamente o Irã — militar, econômica e estrategicamente”, disse.

Trump acrescentou que nações que dependem do petróleo que passa por Ormuz podem passar a comprar o combustível vendido pelos Estados Unidos.

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Donald Trump durante pronunciamento na TV
Com o bloqueio da passagem, o preço do barril de petróleo passou de US$ 100
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

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Com o bloqueio da passagem, o preço do barril de petróleo passou de US$ 100

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Contexto militar e diplomático

  • Segundo os EUA, a ofensiva contra o Irã tem como objetivos principais: impedir o desenvolvimento de armas nucleares, destruir capacidades militares — incluindo programas de mísseis e força naval — e cortar apoio a grupos e milícias na região, especialmente contra Israel.
  • O conflito já dura 33 dias e provocou impactos significativos na estrutura de poder iraniana, incluindo a morte do aiatolá Ali Khamenei, sucedido rapidamente por seu filho, Mojtaba Khamenei.
  • Apesar disso, o regime mantém ações ofensivas, com ataques a bases militares e representações diplomáticas americanas.
  • Tentativas de mediação internacional, lideradas por Paquistão e China, não resultaram em avanços concretos.

No pronunciamento, Trump reiterou o prazo já anunciado, afirmando que a guerra com o Irã deve acabar em “duas ou três semanas”.

Segundo o presidente, as forças e programas militares do Irã foram reduzidos a níveis sem precedentes, a base industrial de defesa neutralizada, a força aérea em ruínas e grande parte dos sistemas de mísseis eliminados ou derrotados.

“Nunca, na história das guerras, um inimigo sofreu perdas tão claras, devastadoras e em larga escala em questão de semanas”, disse. Ele reforçou que o inimigo está enfraquecido e que a América (do Norte) “está vencendo mais do que nunca”.

Impacto econômico e preços da gasolina

A alta recente nos preços da gasolina nos EUA foi atribuída por Trump a ataques iranianos contra petroleiros em países alheios ao conflito. Ele argumentou que tais ações reforçam a necessidade de impedir que o Irã tenha armas nucleares.

“O uso de armas nucleares pelo Irã resultaria em décadas de chantagem, instabilidade econômica e sofrimento global”, disse.

O presidente, no entanto, destacou que os Estados Unidos estão “mais preparados do que nunca” para enfrentar crises, apontando o fortalecimento da economia norte-americana e a baixa inflação.

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