Ormuz: comunidade internacional se movimenta para tentar superar crise

Estreito de Ormuz segue bloqueado há 35 dias, e continua provocado uma crise nos preços e abastecimento de petróleo ao redor do mundo

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Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Estreito de Ormuz
1 de 1 Estreito de Ormuz - Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

Enquanto o Estreito de Ormuz segue bloqueado pelo 35º dia seguido, a comunidade internacional se movimenta na tentativa de pressionar o Irã e reabrir o local — por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado.


Por que Ormuz está bloqueado?

  • O Estreito de Ormuz é uma faixa oceânica localizada entre os golfos de Ormã e Pérsico.
  • Por lá, cerca de 20% da produção mundial é escoado, incluindo o combustível produzido por países do Golfo Pérsico.
  • Desde o início da guerra com os EUA e Israel, o governo iraniano impôs um bloqueio no estreito. A medida é usada como uma forma de pressionar não só norte-americanos e israelenses, mas também a comunidade internacional, pelo fim do conflito.
  • Isso acontece porque, com as restrições de navegação e a consequente interrupção em exportações de petróleo, o preço do combustível disparou.
  • Nos últimos dias, o barril de petróleo tipo brent, utilizado como referência internacional, é negociado acima da casa dos US$ 100 dólares.

Nessa quinta-feira (2/4), um grupo com mais de 40 países se reuniu para discutir a crise no Oriente Médio, e ameaçou retaliações contra o país persa, caso o estreito não seja reaberto.  A reunião, realizada em formato virtual, foi convocada pelo governo do Reino Unido, e também contou com a participação de representantes da Organização Marítima Internacional (OMI).

“A reunião mostrou com clareza a determinação da comunidade internacional de garantir a navegação e a reabertura do Estreito de Ormuz. O fechamento do Estreito de Ormuz representa uma ameaça direta à prosperidade global”, disse a chancelaria do Reino Unido após a reunião.

Entre as medidas discutidas pelo grupo estão ações por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), o trabalho em conjunto com a OMI e acordos que garantam confiança no mercado e operações do setor petrolífero.

Até o momento, ainda não está claro como a retórica do grupo de países pode se tornar efetiva. Mas, com base no teor do comunicado divulgado após o encontro, uma possível ação militar não faz parte dos planos.

Japão e França também mantiveram discussões para coordenar uma possível ação, cujo objetivo é reabrir Ormuz.

Países ganham sinal verde

Antes do encontro virtual, China e Paquistão já haviam se movimentado para tentar conter a crise no petróleo mundial, provocada pelas restrições impostas em Ormuz pelo Irã.

Na terça-feira (31/3), os dois países apresentaram uma proposta de paz para o Oriente Médio de cinco pontos.

No documento, Pequim e Islamabade pediam o fim imediato das hostilidades entre EUA, Israel e Irã; o início de negociações de paz; a segurança de alvos não militares; o cumprimento de obrigações da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU); e a segurança das rotas de navegação no Estreito de Ormuz.

Apesar do bloqueio, China, Índia e Paquistão negociaram, de forma unilateral, a passagem de navios pelo estreito. O governo da Rússia também afirmou que o país não enfrenta restrições de passagem por Ormuz. Ainda assim, o tráfego no local continua baixo, quando comparado com o período pré-guerra.

Recentemente, o governo iraniano aprovou uma lei que determinou a cobrança de pedágios para navios que queiram entrar, ou sair, de Ormuz. Embarcações ligadas aos EUA e Israel, assim como aliados ou países que sancionaram o Irã, continuam proibidas de navegar no local.

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Navio no Estreito de Ormuz.
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Explosão em depósito de munições Irã
O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial
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O Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

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Navio no Estreito de Ormuz.
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Navio no Estreito de Ormuz.

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Explosão em depósito de munições Irã
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Explosão em depósito de munições Irã

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Trump continua com ameaças

No primeiro discurso aos norte-americanos desde o início da guerra, Donald Trump voltou a ameaçar aliados e abriu mais um capítulo na crise entre entre EUA e Europa.

Durante a fala, cujo maior tempo foi ocupado por declarações já feitas sobre a guerra no Irã, o presidente norte-americano disse que nações que dependem do petróleo que passam por Ormuz “devem assumir a responsabilidade de protegê-lo”.

O chamado surgiu dias após Trump pedir ajuda de aliados, incluindo membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para reabrir a passagem. A ideia do republicano era enviar uma missão militar para garantir a navegação no local.

Até o momento, porém, o pedido do presidente dos EUA não foi atendido. Grande parte da comunidade internacional optou por vias diplomáticas, ou retaliações econômicas, ao invés da via militar.

Diante do cenário, Trump também tem falado sobre retirar os EUA da Otan, em retaliação a negativa de aliados.

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