Kremlin diz que Rússia não enfrenta restrições no Estreito de Ormuz
Assessor de Putin, Yuri Ushakov afirma que embarcações russas não enfrentam restrições em meio a bloqueios que afetam a navegação em Ormuz
atualizado
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O assessor de política externa da Rússia, Yuri Ushakov, afirmou nesta quinta-feira (2/4) que o Estreito de Ormuz segue aberto para a Rússia, mesmo diante de bloqueios que afetam a navegação no Golfo Pérsico.
Segundo Ushakov, embora a passagem marítima esteja restrita para a maioria das embarcações, navios russos seguem autorizados a transitar pela região.
“Está aberto para nós”, disse o assessor em entrevista à agência de notícias russa Vesti.
De acordo com a Organização Marítima Internacional, cerca de 2.000 embarcações estão atualmente retidas no Golfo Pérsico. Ainda assim, alguns navios com ligações a países como China, Índia, Paquistão e Rússia conseguiram atravessar o estreito.
Rússia na equação
- O conflito acaba gerando efeitos colaterais que, em certa medida, favorecem o presidente russo, Vladimir Putin.
- O líder, que vinha enfrentando um cenário de pressão econômica e relativo isolamento internacional, encontra uma janela de oportunidade em meio à instabilidade global.
- O petróleo, principal ativo da Rússia, era negociado com descontos significativos para garantir compradores, frequentemente abaixo dos preços internacionais.
- Com a escalada das tensões no Oriente Médio e o impacto sobre o Estreito de Ormuz, o mercado internacional voltou a direcionar atenção ao petróleo russo.
Os comentários de Ushakov ocorreram durante uma conversa telefônica entre autoridades russas e iranianas sobre a segurança da navegação na região. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que ambos os lados discutiram formas de tratar o tema no Conselho de Segurança da ONU.
A tensão na região aumentou após o início de operações militares envolvendo Estados Unidos e Israel, levando o Irã a impor restrições ao tráfego marítimo.
O estreito é a principal artéria energética do mundo, por onde passam volumes significativos de petróleo e gás natural.
Ushakov também respondeu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que países europeus deveriam assumir a responsabilidade pela segurança da passagem. Segundo o assessor, Washington não procurou Moscou para tratar do tema.








