ONU adia votação sobre o uso da força no Estreito de Ormuz

Países devem decidir, na semana que vem, sobre resolução que permite proteção à navegação comercial no Estreito de Ormuz, no Irã

atualizado

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1 de 1 Conselho de Segurança da ONU - Metrópoles - Foto: Reprodução/Metrópoles

Foi adiada para a semana que vem a votação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a proposta que permite o uso da força militar a fim de proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, território bloqueado pelo Irã.

A resolução, proposta pelo Bahrein, autoriza “todos os meios defensivos necessários” de proteção e valeria por pelo menos seis meses.

A reunião estava agendada inicialmente para essa sexta-feira (3/4). Depois foi remarcada para este sábado (4/4) em razão da Sexta-feira Santa. E acabou, mais uma vez, reagendada.

O motivo do adiamento seria a oposição de China, Rússia e França — que têm poder de veto— à autorização de qualquer uso da força na região.

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, os três países rejeitam qualquer ação que permita meios militares para reabrir a rota marítima.

O impasse ocorre após semanas de negociações. O ponto central da discordância é um trecho da resolução que autoriza países a usarem “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, criticou a medida e afirmou que qualquer “ação provocadora” antes da votação pode piorar a guerra.

“Qualquer ação provocadora por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive, no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Ormuz, não fará mais do que complicar a situação”, disse Araqchi.

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Crise do petróleo

Os preços do petróleo dispararam desde o fim de fevereiro em razão do fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A passagem é a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.

Cerca de um quinto de todo o petróleo extraído no mundo (20 milhões de barris por dia) passa por um pedaço de oceano que tem somente 33 km de distância de uma margem a outra.

Com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, a Guarda Revolucionária Iraniana decidiu fechar o estreito, a exemplo do que ocorreu em junho de 2025, durante a Guerra dos Doze Dias, com a Operação Martelo da Meia-Noite, que atingiu três instalações nucleares no país.

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