Irã diz que qualquer “ação provocadora” em Ormuz pode complicar guerra
Alerta ocorre após a ONU adiar votação sobre resolução que autoriza o uso da força em Estreito de Ormuz. China, Rússia e França se opõem
atualizado
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O Irã fez um alerta, nesta sexta-feira (3/4), sobre a proposta para permitir o uso da força militar a fim de proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo país.
A resolução deve ser votada neste sábado (4/4) pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que qualquer “ação provocadora” antes da votação pode piorar a guerra.
“Qualquer ação provocadora por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive, no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Ormuz, não fará mais do que complicar a situação”, disse Araqchi.
A reunião da ONU estava agendada para esta sexta-feira (3/4), mas foi remarcada por causa do feriado católico. A resolução, proposta pelo Bahrein, autoriza “todos os meios defensivos necessários” de proteção, e valeria por pelo menos seis meses.
China, Rússia e França — que têm poder de veto — se opõem à autorização de qualquer uso da força na região.
De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, os três países rejeitam qualquer ação que permita meios militares para reabrir a rota marítima.
Crise do petróleo
O impasse ocorre após semanas de negociações. O ponto central da discordância é um trecho da resolução que autoriza países a usarem “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito.
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, alegou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação ameaça interesses globais e exige uma “resposta decisiva”.
Segundo ele, o Irã também teria atacado estruturas civis, como aeroportos e portos.
Os preços do petróleo dispararam desde o fim de fevereiro em razão do fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A passagem é a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.












