Dólar cai e Bolsa sobe, à espera de Trump e com possível fim da guerra
Além do pronunciamento de Trump sobre a guerra, investidores repercutem números de nova pesquisa que mostra empate Lula e Flávio Bolsonaro
atualizado
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O dólar operava em baixa, nesta quarta-feira (1º/4), com os mercados globais em compasso de espera pelo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra contra o Irã no Oriente Médio.
No Brasil, os investidores seguem atentos ao cenário pré-eleitoral e repercutem os números da mais recente pesquisa do instituto Atlas, que mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Dólar
- Às 13h05, o dólar caía 0,51%, a R$ 5,153.
- Mais cedo, às 11h34, a moeda norte-americana recuava 0,32% e era negociada a R$ 5,163.
- Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,177. A mínima é de R$ 5,15.
- Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 1,31%, cotado a R$ 5,179.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumulou ganhos de 0,9% frente ao real em março e tem perdas de 5,7% no ano.
Ibovespa
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
- Às 13h09, o Ibovespa avançava 0,49%, aos 188,3 mil pontos.
- No dia anterior, o indicador fechou o pregão em forte alta de 2,71%, aos 187,4 mil pontos.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumulou queda de 0,59% em março e tem valorização de 15,92% em 2026.
Expectativa por fala de Trump sobre a guerra
As atenções do mercado financeiro estão voltadas, nesta quarta-feira, para a Casa Branca, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação sobre a guerra contra o Irã. A fala do líder norte-americano está prevista para as 22 horas (pelo horário de Brasília), depois do fechamento da Bolsa.
Na véspera, em evento na Casa Branca, Trump disse que as forças dos EUA podem deixar os combates no Irã em “duas ou três semanas”. Antes de um possível fim do conflito, no entanto, Trump afirmou que o Exército dos EUA deve “eliminar cada coisa que eles têm”.
O republicano afirmou ainda que não precisa fazer um acordo com o Irã para encerrar a guerra. Apesar disso, Trump diz ser possível chegar a um pacto antes da retirada norte-americana dos combates.
Mais cedo, Trump já havia sinalizado que o conflito no Oriente Médio poderia ser encerrado em breve. Em publicação na rede social Truth, o líder norte-americano afirmou que os EUA não vão mais fazer parte dos esforços para reabrir o Estreito de Ormuz.
Além disso, Trump acrescentou que nações impactadas pela crise no petróleo podem comprar combustível dos EUA ou agir para desbloquear a passagem. O conflito no Oriente Médio já se estende por 32 dias.
Na última semana, Washington chegou a enviar o esboço do que seria um acordo com Teerã para o fim da guerra. O governo iraniano, porém, rejeitou a proposta e apresentou suas próprias demandas para encerrar o conflito.
Enquanto isso, forças do Irã continuam atacando posições dos EUA no Oriente Médio. Os principais alvos têm sido bases militares e postos diplomáticos norte-americanos espalhados por países do Golfo Pérsico.
Além disso, Teerã mantém o Estreito de Ormuz bloqueado, provocando uma crise mundial no setor energético. Os preços internacionais do petróleo, que perderam força nos últimos dias por causa da expectativa pelo fim da guerra, fecharam o mês de março em alta de mais de 60% – o maior avanço mensal em quase 40 anos, desde 1988.
Ainda nesta quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel ter eliminado o chefe da unidade de engenharia da Força Quds, braço da Guarda Revolucionária Iraniana, Mahdi Vafaei. A morte não foi confirmada pelo Irã.
“Vafaei liderou projetos subterrâneos no Líbano e na Síria, estabelecendo e gerenciando infraestruturas terroristas subterrâneas para o Hezbollah e o regime de Assad”, diz o comunicado de Israel. A Força Quds é uma unidade de elite do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, focada em operações externas.
Por outro lado, um ataque de drones iranianos atingiu tanques de combustível do aeroporto internacional do Kuwait. As informações são da agência Kuna.
O ataque provocou um grande incêndio, mas não há registros de vítimas. Após o ataque, o Banco Nacional do Kuwait, que tem sede próxima ao aeroporto, anunciou o fechamento por dois dias.
Também nesta madrugada, um petroleiro perto do Catar foi atingido por dois projéteis, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). Ninguém ficou ferido e não houve relatos de impacto ambiental.
Lula e Flávio empatados em SP
No cenário doméstico, os investidores repercutem os números da pesquisa Atlas/Estadão realizada no estado de São Paulo, divulgada mais cedo, que reforça o quadro de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro – já detectado no âmbito nacional em levantamentos anteriores de outros institutos.
No primeiro turno, considerando apenas os eleitores de São Paulo, Flávio Bolsonaro aparece à frente com 43,4% das intenções de voto, contra 42,5% de Lula. Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão), com 5%; Romeu Zema (Novo), com 3,2%; o governador de Goiás e recém anunciado como pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), com 2,4%; e Aldo Rebelo (DC), com 0,8%. Dos entrevistados pela pesquisa, 2,2% votariam em branco ou nulo e 0,4% não souberam responder.
A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro aumenta no segundo turno. Flávio aparece com cinco pontos percentuais de vantagem sobre o presidente, com 49% das intenções de voto contra 44% de Lula.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 27 de março de 2026 e ouviu 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.
