Trump pede orçamento trilionário para guerra no mesmo dia que Irã abateu caças

Proposta orçamentária de Donald Trump prevê aumento de mais de 40% em gastos com defesa

atualizado

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Kenny Holston-Pool/Getty Images
Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio
1 de 1 Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio - Foto: Kenny Holston-Pool/Getty Images

O governo Donald Trump propôs um orçamento de US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,7 trilhões) para investimento em defesa no ano fiscal de 2027. A proposta orçamentária foi divulgada nesta sexta-feira (3/4), mesmo dia em que o Irã anunciou ter derrubado dois caças norte-americanos no Oriente Médio.

A proposta elevaria os gastos militares dos Estados Unidos para o maior patamar da história norte-americana, com um aumento de mais de 40% no valor atual — que já está acima de US$ 1 trilhão.

O acréscimo seria de cerca de US$ 450 bilhões, usado para reforçar arsenais, expandir a frota naval e iniciar o “Domo Dourado”  — projeto de Trump que prevê a construção de um escudo antimísseis para defender todo território dos Estados Unidos.

De acordo com a Casa Branca, grande parte do aumento nos gastos (cerca de US$ 350 bilhões) seria aprovada a partir de uma manobra do partido republicano no Senado.

Em contrapartida, a proposta orçamentária prevê uma redução de 10% com gastos do governo que não estejam relacionados à defesa. Os principais cortes seriam em áreas que o governo considera “progressistas”, como saúde, habitação e serviços sociais.

Irã derruba caças dos EUA

O pedido de aumento no orçamento de guerra ocorre em um dia em que os Estados Unidos assistiram o Irã derrubar dois caças no Oriente Médio.

Na manhã, o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) anunciou que um caça F-35 dos EUA foi abatido na área central do país, obrigando os dois pilotos do jato a ejetarem.

À imprensa norte-americana, oficiais dos EUA afirmaram que um piloto já foi resgatado. O paradeiro do segundo segue incerto.

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Assento ejetável do F-35 dos EUA localizado no Irã
O caso aconteceu nesta sexta-feira (3/4)
Imagens dos destroços foram divulgadas pela mídia estatal do Irã
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Imagens dos destroços foram divulgadas pela mídia estatal do Irã

Divulgação/Mehr News Agency
Assento ejetável do F-35 dos EUA localizado no Irã
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Assento ejetável do F-35 dos EUA localizado no Irã

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O caso aconteceu nesta sexta-feira (3/4)
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O caso aconteceu nesta sexta-feira (3/4)

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O governo do Irã ofereceu uma recompensa para quem encontrar o segundo tripulante. Na agência de notícias ISNA (Iranian Students News Agency), o governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad anunciou o pagamento de 10 bilhões de tomans (cerca de US$ 76 mil) a quem entregar o que chamou de “piloto americano criminoso”.

A segunda derrubada ocorreu no fim da tarde, na região do Estreito de Ormuz — que tornou-se o epicentro da crise do petróleo.

O Exército do Irã afirmou ter abatido uma aeronave A-10 dos Estados Unidos, usada em missões de apoio aéreo aproximado de tropas terrestres.

“Há algumas horas, um avião A-10 do inimigo invasor americano sionista foi interceptado e atacado pelos sistemas da rede integrada de defesa aérea do país, nas águas do sul e nas proximidades do Estreito de Ormuz”, disse o Exército do país em um comunicado.

Trump se pronuncia sobre derrubada de caças

O presidente Donald Trump minimizou a derrubada dos caças e afirmou que o episódio não altera o curso da guerra nem das negociações com o Irã.

Em entrevista à emissora norte-americana NBC News, Trump adotou um tom direto ao comentar o caso. “Não, de jeito nenhum. Não, é guerra. Estamos em guerra”, disse.

Mesmo diante do episódio, o presidente voltou a ampliar o tom agressivo do discurso. Em publicações nas redes sociais, sugeriu que os Estados Unidos poderiam assumir o controle do petróleo da região e mencionou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global de energia.

“Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, pegar o petróleo e fazer uma fortuna”, escreveu.

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