Mauro Vieira discute reforma da OMC em meio à ameaça de novas tarifas
Durante visita a Paris, ministro das Relações Exteriores deve defender o fortalecimento do sistema multilateral de comércio
atualizado
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quarta (3/6) e quinta-feira (4/6) de reuniões do Conselho Ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) durante visita a Paris, na França.
Nesta segunda agenda, o auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defenderá a reforma “substantiva e equilibrada” da organização responsável pela regulação e supervisão do comércio global.
De acordo com o Itamaraty, a reunião a nível ministerial da OMC será uma oportunidade para discutir o fortalecimento do sistema multilateral de comércio baseado em regras.
“A miniministerial da OMC, organizada pela Austrália, será ocasião para debater o fortalecimento do sistema multilateral de comércio baseado em regras e reafirmar a importância atribuída pelo Brasil a uma reforma substantiva e equilibrada da Organização, capaz de preservar sua centralidade, reforçar sua função negociadora e assegurar a plena restauração do sistema de solução de controvérsias”, informa o Itamaraty, em nota.
Ainda segundo o comunicado, o “Brasil defenderá, nesse contexto, uma OMC mais eficaz, previsível e responsiva aos desafios contemporâneos do comércio internacional, em benefício do desenvolvimento e da segurança econômica de seus membros”.
A discussão ocorre em meio às novas ameaças de tarifas do governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, a produtos brasileiros. Investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana propuseram a imposição de sobretaxas nos valores de 25% e 12,5% relacionadas a práticas comerciais supostamente desleais adotadas pelo Brasil.
Já na OCDE, o ministro participa da cerimônia de abertura da reunião do Conselho Ministerial e de sessões de trabalho sobre política industrial e suas relações com comércio internacional e desenvolvimento sustentável. O Brasil não é membro da organização, mas integra comitês e instâncias relacionadas à tributação, investimentos, finanças, combate à corrupção, entre outros.