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Mundo

Jornal britânico diz em editorial que Bolsonaro se autodestrói

Para o Financial Times demissão de Moro foi “particularmente séria” pela imagem de "herói", em decorrência dos trabalhos na Lava Jato

Repórter de Mundo28/04/2020 16:01
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Igo Estrela/Metrópoles
Igo Estrela/Metrópoles

O renomado jornal britânico de economia Financial Times publicou artigo, nesta terça-feira (28/04), afirmando que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem reunido todos elementos para o próprio impeachment. O editorial diz que o mandatário parece estar “determinado” a fazer parte do “hall dos horrores” presidencial brasileiro.

O texto é intitulado “A autodestruição do ‘Trump Tropical'”, em uma comparação ao presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo o artigo, ambos usam as redes sociais para incentivar apoiadores e atacar inimigos, em atos de intolerância.

Na opinião do jornal, caso sejam comprovadas as tentativas de interferência na Polícia Federal denunciadas pelo ex-ministro Sergio Moro, o impeachment está próximo de ocorrer.

Além disso, o jornal traz com destaque a saída de dois importantes integrantes do primeiro escalão do governo, Moro e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em meio à pandemia do novo coronavírus.

Para o Financial Times, a demissão do ex-juiz foi “particularmente séria” pela imagem de “herói” que Moro exercia, em decorrência dos trabalhos na Operação Lava Jato, e pela acusação de interferência na PF. Ainda, o jornal levanta a suspeita de que Bolsonaro tenha usado a manobra para proteger os filhos de processos que correm na Justiça.

O ministro da economia, Paulo Guedes, foi identificado como “o adulto na sala” e que a elite do país só tolera as ações de Bolsonaro por conta das reformas econômicas propostas pela pasta.

Com a crise gerada pelo novo coronavírus, a faceta de um monstro tomou o mandato de Bolsonaro, segundo o jornal. O texto acusa o presidente de negar a seriedade da Covid-19 e criar crises na saúde, política e economia. 

Segundo o veículo, apesar dos apoiadores ainda se simpatizarem com Bolsonaro, a ala militar se afastou do governo.