Peritos questionam interferência de Bolsonaro no Exército

O estudo com os questionamentos vai ser encaminhado nesta terça-feira (28/04) à Câmara dos Deputados

atualizado 28/04/2020 10:14

A Associação dos Peritos da Polícia Federal (APCF) vai entregar nesta terça-feira (28/04) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um estudo que afirma ser preocupante a revogação, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, das portarias do Comando Logístico do Exército sobre rastreamento, identificação e marcação de armas e munições. Tramita na Casa uma proposta de decreto legislativo para sustar o ato de Bolsonaro.

Os peritos explicam que a revogação prejudica a atuação da perícia criminal na determinação de autoria e na identificação de elementos úteis ao combate do uso ilegal de armas, o que pode facilitar ações do crime organizado.

O Estado revelou nesta segunda que Bolsonaro entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF) por indícios de violar a Constituição ao interferir em atos de exclusividade do Exército. Procuradores abriram dois procedimentos de investigação para apurar uma ordem dada por Bolsonaro ao Comando Logístico do Exército (Colog), no último dia 17, que revoga três portarias publicadas entre março e abril sobre monitoramento de armas e munições.

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