
Quem são os pré-candidatos ao governo de MG até agora?
Apesar da disputa em Minas já contar com oito pré-candidatos, a indefinição dos apoios de PT e PL ainda podem mexer com os rumos do pleito

Belo Horizonte – Apesar de já contar com oito pré-candidatos, a disputa ao governo de Minas Gerais está cercada de incertezas. A tendência é que o cenário se cristalize apenas no final do mês que vem, quando o líder nas pesquisas até o momento, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), deverá anunciar se vai ou não concorrer.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) é um dos postulantes. O político vai para a sua segunda tentativa de ocupar o Palácio Tiradentes. Na primeira, em 2022, foi derrotado ainda no primeiro turno pelo governador Romeu Zema (Novo).
O pedetista foi um dos cotados para receber o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) na disputa, possibilidade vista com bons olhos por alguns filiados, como o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, mas Kalil descartou a aliança neste primeiro turno, preferindo sair como independente.
Outro pré-candidato que pode receber o apoio do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o ex-presidente da Câmara de BH Gabriel Azevedo (MDB). O emedebista gera sentimentos mistos dentro da legenda, alguns o consideram como uma opção, enquanto outros afirmam que o político tem um histórico de rompimento de alianças que preocupa.
Apesar da cautela, Azevedo vem conversando com lideranças petistas e com partidos que fazem parte da base estadual ou nacional do PT, como é o caso do Partido Verde (PV) e do PSB.
O governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição, assumiu o cargo após Romeu Zema (Novo) renunciar em março para iniciar a pré-campanha ao Palácio do Planalto. O atual líder do Executivo ainda é desconhecido de boa parte do eleitorado, segundo apontam as pesquisas, mas acredita em um “efeito Fuad Noman”, ex-prefeito de BH que foi reeleito em 2024 mesmo iniciando a campanha com menos de dois dígitos nas intenções de voto.
Simões ainda acredita que o senador Cleitinho, nome preferido do Partido Liberal (PL) para a disputa, não irá concorrer e avalia que, neste cenário, a possibilidade de ter os bolsonaristas em sua base aumenta muito.
O PSB também conta com o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior como pré-candidato à disputa. Ele foi o nome escolhido depois do senador Rodrigo Pacheco ter decidido não concorrer ao governo de Minas e encerrar a vida política.
Para tentar chegar ao Palácio do Planalto, além do apoio do correligionário, Jarbas espera herdar também o respaldo do PT para o governo.
O advogado e influenciador digital Ben Mendes (Missão) é o primeiro nome do novo partido, umbilicalmente ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), a concorrer a um cargo no Executivo mineiro.
A ativista de movimentos pela habitação popular Indira Xavier (UP) concorre pela segunda vez ao governo mineiro, sendo que a primeira vez foi em 2022. Dois anos depois, ela também disputou a eleição à prefeitura da capital mineira, mas não foi eleita.
A professora de pedagogia Maria da Consolação, a Consola, é a candidata do Psol ao Palácio Tiradentes. Essa é a primeira vez que ela tenta o cargo, já tendo se aventurado nas urnas ao Senado, em 2006, e à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2012 e em 2016.
O professor Túlio Lopes (PCB) vai concorrer pela terceira vez a um cargo majoritário. Em 2014, também buscou o governo mineiro, mas recebeu apenas 0,26% dos votos, ficando em quinto lugar. Já em 2018, tentou o Senado, quando foi escolhido por 2% dos eleitores.
Indefinição ainda deve mexer com cenário
O Partido Liberal aguarda a decisão do senador Cleitinho Azevedo sobre concorrer ou não ao governo. O político afirmou que a decisão dele só será anunciada depois da Copa do Mundo, que termina em meados de julho.
Caso Cleitinho decline do convite, o PL afirma que já possui uma alternativa. O principal nome, nesta conjuntura, é o do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli (PL). Medioli já havia sido cotado como um possível vice na chapa encabeçada pelo senador.
O Partido dos Trabalhadores também encontra certa dificuldade para definir se irá apoiar alguém de fora da legenda ou se vai com candidatura própria. No momento, o partido encomendou uma pesquisa interna para avaliar a viabilidade dos parlamentares nas urnas.
Entre os filiados, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos apareceu como a melhor colocada, mas ela, que já está como pré-candidata ao Senado, afirma que não quer tentar o Executivo.
Os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, por serem os nomes mais votados à Câmara, devem ser candidatos à reeleição. Assim, a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sandra Goulart pode ser uma possibilidade.
















