
Bolsa Família: Zema diz que só exigirá estudo de homens, e não de mulheres
Zema disse que a ideia dele é mudar o Bolsa Família para exigir que homens que recebam o benefício sejam obrigados a terminar a escola

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Nova) disse, nesta segunda-feira (22/6), que, caso eleito, pretende exigir estudo dos homens beneficiários do Bolsa Família. A obrigação, contudo, não se estenderia às mulheres, pois elas “têm outras atribuições em casa”, segundo ele.
“Eu viso muito os homens, as mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens, mas os homens hoje são convidados a trabalhar”, disse Zema, durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Zema disse que a ideia dele é mudar o programa para exigir que homens que recebam o benefício sejam obrigados a terminar a educação básica e se qualificar. Ele também sugeriu o pagamento de um prêmio de R$ 5 mil para aqueles que conseguirem deixar o programa.
O Bolsa Família é um dos maiores programas de transferência de renda do mundo e existe há 20 anos. Atualmente, mais de 20 milhões de famílias são benefíciadas pelo programa, que transfere uma média de R$ 650 para cada casa por mês.
Pelas regras, para ter direito ao benefício, a renda familiar mensal por pessoa não pode ultrapassar R$ 218. Também é preciso que a frequência escolar de crianças de 4 a 5 anos seja no mínimo de 60% e de 75% para beneficiários de 6 a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica. O calendário vacinal precisa ser mantido em dia e, no caso de grávidas, os exames pré-natal precisam ser feitos.
Propostas no evento
Durante o evento, a CNI apresentou uma agenda de propostas para os presidenciáveis. Entre as medidas defendidas pela entidade estão o fim do abono salarial, mudanças na vinculação de benefícios previdenciários ao salário mínimo e ações voltadas ao controle dos gastos públicos e da dívida do país.
Na participação no evento, Zema afirmou que, se eleito presidente, pretende promover um “choque institucional” para enfrentar problemas éticos no país, além de combater o que chamou de “gastança” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a criminalidade.

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