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Eleições 2026Brasil

Zema defende alternativa à CLT e critica debate do fim da escala 6x1

Ex-governador de MG e pré-candidato à Presidência afirmou que mudanças no regime de trabalho não devem ser definidas por "canetada"

22/06/2026 16:57
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Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
O pré-candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, em evento da Confederação Nacional da Indústria

O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (22/6) a criação de um regime de trabalho alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e criticou o debate sobre o fim da escala 6×1.

Segundo Zema, o Brasil deveria adotar um modelo de trabalho por hora, semelhante ao que, segundo ele, já existe em países “sérios” e desenvolvidos.

O ex-governador de Minas Gerais também afirmou que mudanças nas regras trabalhistas não deveriam ser definidas por uma “canetada de Brasília”, mas ficar a cargo da escolha dos próprios trabalhadores.

As declarações foram feitas durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reuniu representantes do setor produtivo e pré-candidatos ao Palácio do Planalto.

Ao comentar a proposta que reduz a jornada máxima de trabalho, Zema classificou a discussão como inadequada para um período eleitoral. Para ele, o tema “nunca deveria ter ocorrido” às vésperas das eleições.

“Esse tipo de pauta nunca deveria ter ocorrido em um ano eleitoral como esse. É uma pauta extremamente populista. Comentei que o brasileiro quer é ter uma vida melhor. Para ele ter uma vida melhor, ele quer é ganhar mais. Quem ganha mais opta se quer trabalhar 30 horas, 35 horas, 40 horas, 50 horas”, disse.

“Não é uma canetada de Brasília que definir o que o brasileiro vai fazer. O que quero é uma alternativa à CLT, como já existe em vários países sérios: trabalho por hora”, acrescentou.

O pré-candidato também avaliou que a rigidez da legislação trabalhista contribui para o aumento da informalidade no mercado de trabalho.

A proposta que prevê o fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, aguarda análise do Senado. O texto reduz a jornada máxima semanal em duas etapas, sem permitir redução salarial. Sessenta dias após a promulgação da PEC, o limite cairia de 44 para 42 horas semanais. Um ano depois, a jornada máxima passaria para 40 horas.

Propostas

Durante o evento, a CNI apresentou uma agenda de propostas para os presidenciáveis. Entre as medidas defendidas pela entidade estão o fim do abono salarial, mudanças na vinculação de benefícios previdenciários ao salário mínimo e ações voltadas ao controle dos gastos públicos e da dívida do país.

O documento também propõe a unificação dos pisos constitucionais de saúde e educação em um único mecanismo, chamado pela entidade de “piso social”.

Ao apresentar a agenda, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o texto não se trata de uma “lista de demandas corporativas ou setoriais”. Segundo ele, as propostas buscam criar condições para que o Brasil alcance um “crescimento vigoroso e sustentável da economia”.

Na participação no evento, Zema afirmou que, se eleito presidente, pretende promover um “choque institucional” para enfrentar problemas éticos no país, além de combater o que chamou de “gastança” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a criminalidade.

O pré-candidato também defendeu uma nova reforma da Previdência, uma reforma administrativa e a revisão de programas sociais.

“Nós temos o custo Brasil, mas para mim o pior de tudo são os juros. E eles só vão cair na hora que acabar essa gastança. Nós vamos precisar de um choque, aliás, nessa questão da gastança, de rever uma reforma da Previdência, é necessária uma reforma. A expectativa de vida está subindo e os números não fecham. [Precisamos de] uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, uma administrativa e também uma revisão dos programas sociais”, disse.

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