
Gabriel Azevedo se torna opção favorita para dar palanque a Lula em MG
Militância não quer apoio a Gabriel Azevedo, mas avalia que falta de opções fará com que apoio seja necessário

Belo Horizonte – Em meio à indefinição sobre quem será o candidato a ser apoiado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais, o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) vem ganhando espaço.
O político, que gosta de destacar que “conversa com todo mundo”, vem articulando principalmente com figuras do campo progressista, mas terá que enfrentar certo ceticismo da militância petista. Uma resistência que, no entanto, já começa a reduzir diante da falta de outros nomes competitivos.
Um dos sinais na direção de uma aproximação de Gabriel Azevedo com o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma possível agenda, ainda nesta semana, entre os presidentes estaduais de MDB e PT, Newton Cardoso Júnior e Leninha respectivamente.
Visando costurar relações, Azevedo afirmou que vai se encontrar, na próxima semana, com o presidente do PSB Minas, Otacílio Costa, em Conceição do Mato Dentro, na região Central, cidade base do pessebista. Até pelo partido já ter um pré-candidato ao Palácio Tiradentes, o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior.
As conversas do emedebista também se alargam para outros campos. Ele prevê agendas com o presidente da federação Solidariedade-PRD em Minas Gerais, Fred Costa (PRD), e com quadros do União Brasil mineiro, como o ex-deputado federal Bilac Pinto.
Militância não quer, mas não tem opção
Dentro do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais, o sentimento é misto. Enquanto alguns se mostram bem otimistas com Gabriel Azevedo e já fazem lobby interno para que ele seja o apoiado, outros, que viam com ressalvas o apoio da legenda, agora começam a se conformar.
A avaliação é que grupos que tiveram embates com o emedebista quando ele era filiado ao PSDB mantém um pé atrás e avaliam que ele faz sinalizações tanto para progressistas quanto para conservadores.
“A militância não quer o Gabriel, mas não tem opção. Gabriel Azevedo não é a opção, é a falta de opção”, afirmou um quadro do PT.
Outro integrante já havia dito que preferia que o partido apoiasse o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), mas vê com coerência um possível apoio ao político.
Perguntado sobre o que ele pensa das ressalvas dos ex-adversários, Azevedo afirmou que “tem mais coisas em jogo”.


