Flávio Bolsonaro: “A única pessoa que quer tarifa no Brasil é o Lula”. Veja vídeo
O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou impostos do governo Lula, enquanto presidente tenta falar com Trump no G7

O senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, negou nesta segunda-feira (15/6) que tenha tido influência sobre o novo tarifaço imposto pelo governo americano, exatamente uma semana depois de o bolsonarista visitar o presidente Donald Trump.
Segundo Flávio, na reunião que teve na Casa Branca, ele pediu para que as empresas brasileiras não fossem taxadas, usando como argumento que os negócios já seriam penalizados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com alta carga tributária.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o petista é favorável a tarifas por motivos eleitoreiros.
“A única pessoa que quer tarifa no Brasil é o Lula porque ele acha que vai ter um benefício eleitoral, vai querer jogar na conta de outro, do Bolsonaro. Ele faz uma força tremenda para que isso aconteça. Ele não está nem aí para as empresas brasileiras”, disse Flávio Bolsonaro durante fórum organizado pela revista Veja.
Lula embarcou no domingo (14/6) para a cidade de Évian-les-Bains, na região da Alta Saboia, na França, onde será realizada a cúpula do G7. O presidente brasileiro adiantou a data da ida à Europa com o objetivo de tentar viabilizar uma reunião com Trump para conversar sobre as tarifas novamente aplicadas às empresas brasileiras.
Inicialmente, Lula iria apenas na segunda-feira para a França, mas há a possibilidade de que Trump participe apenas da abertura da cúpula do G7 e, por isso, o brasileiro saiu de Brasília um dia antes.
“A maior taxa de juros do mundo”
No painel desta segunda-feira, Flávio também disse que o país tem a “maior taxa de juros do mundo”. O pré-candidato se refere a taxa de juro real, em que o Brasil aparece com taxa real de 9,33% ao ano, ficando atrás apenas da Rússia, com 9,67%.
“A maior taxa de juros do mundo, nós só perdemos para a Rússia que está em guerra há três anos”, criticou Flávio Bolsonaro. “Vai explodir essa bomba no colo do mais pobre”, acrescentou.
Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) publicará um novo comunicado sobre a taxa básica de juros, Selic, que está fixada em 14,5%. A expectativa, no mercado financeiro, varia entre redução de 0,25% e manutenção da Selic no atual patamar.

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