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Eleições 2026Minas Gerais

Sem nome forte em Minas, PT só vê chance caso Cleitinho desista

Avaliação interna é que, sem Cleitinho no páreo, um nome interno teria chances. Com o senador na disputa, o cenário fica mais complicado

16/06/2026 01:00
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Carlos Moura/Agência Senado
Senador Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte – Ainda sem um nome definido para ser apoiado pelo PT na disputa pelo governo de Minas Gerais, figuras do partido veem cada vez mais improvável uma candidatura interna e ainda avaliam que uma chapa progressista só teria chance de vencer o pleito caso o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) decida não concorrer.

“Dentro do PT o pessoal considera que a disputa está aberta. A única coisa que desequilibra é o Cleitinho. Mateus Simões não decolou, Kalil não decolou, ninguém decolou”, afirmou um petista que participa dos debates internos.

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O presidente Lula
Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos
Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo comendo pão
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Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo comendo pão

Reprodução/Redes Sociais
O presidente Lula
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O presidente Lula

Divulgação
Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos
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Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos

Ricardo Stuckert / PR

No cenário com o político do Republicanos, a avaliação interna é que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ajudar a equilibrar o pleito, mas o cenário será muito complicado porque a liderança de Cleitinho está muito consolidada.

Caso o senador não dispute, porém, pode ajudar a alavancar alguma candidatura, inclusive de nomes vindos do próprio Republicanos ou outro nome da direita.

Cenários no PT

Com a persistente recusa da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, em abrir mão da já consolidada candidatura ao Senado para arriscar uma aventura ao governo de Minas, a legenda conta com três potenciais nomes.

Os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes são dois dos cotados, mas, segundo a avaliação de alguns filiados, apenas um pedido expresso do presidente Lula alteraria o cenário, o que, a esta altura da corrida eleitoral, é visto como improvável.

“Se não ganhar, essa pessoa tem que ter garantia de ter onde trabalhar para, caso queira sair candidata futuramente, consiga recuperar a base de novo. Não creio que o Rogério e o Reginaldo vão abrir mão disso. Se fosse para eles cumprirem essa missão, já teriam sido chamados lá atrás, muito lá atrás”, afirmou a fonte petista.

Assim, o nome que se mantém na corrida pelo partido é o da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida, que também conta com o entusiasmo de alguns colegas.

A avaliação, entre a militância, é que a ausência de um histórico na política eleitoral e a gestão à frente de uma das principais universidades do país possam evitar ataques de adversários.

Sem opções realmente competitivas, o PT mineiro tem como favorito para receber seu apoio o pré-candidato do MDB ao governo do estado, Gabriel Azevedo.

“Eu enterrei o PT”

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou, em evento em São Paulo, nesta segunda-feira (15/6), que foi responsável pelo enfraquecimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado.

“Lá em Minas Gerais, o PT praticamente não existe mais. Eu enterrei o PT. Não disputou as eleições de Minas em 2022 e não vai disputar esse ano”, afirmou Zema.

Internamente, a militância aponta que a gestão de Fernando Pimentel (PT), de 2015 a 2018, afetou negativamente a imagem do partido nas disputas ao Executivo, mas que nos pleitos Legislativos ainda seguem fortes.

Ao longo dos seus quase oito anos de mandato, Zema fez uma série de críticas ao seu antecessor usando como contraponto em diversas áreas.