Sem Pacheco, PT amplia diálogo para definir palanque de Lula em Minas
Presidente do PT também destacou que a legenda não errou em aguardar o senador Rodrigo Pacheco tomar a decisão e que ainda tem tempo
atualizado
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou, neste sábado (30/5), que está tendo encontros com representantes de partidos aliados para decidir os rumos do PT na eleição para o governo de Minas Gerais.
O nome favorito do partido — e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — era o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que decidiu não concorrer ao cargo e declarou que vai deixar a carreira política após o fim do mandato.
Durante o seminário “Lula pelas Minas e pelos Gerais” em Contagem (MG), Edinho afirmou que o partido não errou em esperar uma decisão de Pacheco. “O PT não errou. O processo de construção da tática eleitoral é assim mesmo. Só vamos ter as convenções partidárias em julho. Ou seja, temos até julho para definir nossa tática eleitoral”, disse.
Agora, o PT reforçou o contato com partidos aliados para decidir o futuro na eleição do estado. Edinho afirmou que iria “tomar um café” com o pré-candidato e ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
O pedetista é um dos nomes cotados a receber o apoio petista, mas, pessoas ligadas ao PT, afirmam que ele não vem demonstrando interesse na aliança.
Silva e Kalil têm uma relação próxima desde a época em que presidiram clubes de futebol, o paulista à frente da Ferroviária de Araraquara e o mineiro no Atlético. O presidente do PT ainda ressaltou que as legendas são aliadas nacionalmente e que, em outros estados, estão juntos na mesma candidatura.
O petista também afirmou ter se reunido com Josué Gomes e Jarbas Soares Júnior, do PSB. Os dois são potenciais candidatos ao governo de Minas Gerais.
Já com Gabriel Azevedo (MDB), Edinho afirmou que deve se encontrar futuramente. Tal qual o PDT, o MDB também participa de candidaturas com o PT, principalmente, em disputas no Nordeste.
PT avalia candidatura própria, mas não quer perder força no Congresso
A possibilidade de uma candidatura própria também está sendo avaliada. “Fizemos uma reunião da executiva estadual esta semana, na segunda-feira, junto da bancada federal de Minas e nós, conjuntamente, decidimos que o PT tinha que ter condições de uma candidatura própria”, afirmou
A presidente do PT Minas, a deputada estadual Leninha, afirmou temer que o cenário de candidatura própria possa enfraquecer a legenda na Câmara dos Deputados.
“Precisa cuidar da chapa federal, claro que o nome do Rogério (Correia) é um excelente nome, mas estamos preocupados porque Lula precisa de um bom Congresso Nacional e a gente não pode desfalcar o nosso time para fazer a disputa”, comentou.
Os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia foram o 4º e o 5º mais votados no estado respectivamente. Lopes recebeu o apoio de 196.760 eleitores e Correia foi escolhido por 185.918.
Aliança com Psol-Rede são bem vistas
A presidente ainda afirmou que deve se reunir em breve com a presidente recém empossada do Psol Minas, a vereadora Iza Lourença. Leninha afirmou que vê com bons olhos firmar alianças com a federação Psol-Rede.
Nos bastidores, políticos do Psol e da Rede mostram entusiasmo em apoiar o ex-prefeito Kalil no pleito.
Apesar disso, o presidente nacional da Rede, Paulo Lamac, também afirmou que o deputado federal André Janones (Rede) pode vir a ser uma alternativa para o PT em Minas na disputa ao Palácio Tiradentes.
