Pacheco não será candidato em MG: “Vou fechar o ciclo da política”
Senador Rodrigo Pacheco (PSB) era o nome preferido do presidente Lula para concorrer ao governo de Minas Gerais
atualizado
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Belo Horizonte — O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou, nesta sexta-feira (29/5), a decisão de não se candidatar ao governo de Minas Gerais em 2026 e avisou que vai deixar a vida pública após 12 anos de atividade política. Ele era o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para servir como palanque no estado.
“Eu tenho 12 anos de vida pública, fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos, tenho uma vida plenamente realizada e é sempre um momento de avaliar ciclos. Há o fechamento do ciclo na política, que decidi fazer, com sentimento de dever cumprido”, afirmou durante evento com empresariado em São Paulo.
Pacheco afirmou que a decisão já havia sido tomada há mais tempo, mas que Lula pediu para que ele revisse a posição e, por isso, demorou a oficializar a recusa em concorrer ao Palácio Tiradentes.
O nome do senador chegou a ser aventado como um possível substituto ao ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), que deve deixar o cargo em breve, mas ele destacou que não deve seguir este caminho e sim voltar à advocacia. A escolha teria sido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem Pacheco é bem próximo.
“Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive o Supremo Tribunal Federal. Se isso foi cogitado em algum momento, foi bem resolvido. É uma página virada”, afirmou.
Solução no PSB
Com a oficialização da recusa em disputar o governo mineiro, Rodrigo Pacheco foi perguntado sobre quem poderia concorrer ao cargo e mostrou que, apesar da decisão, está alinhado com o presidente Lula.
“Eu acho que esse campo democrático, progressista, de pessoas que querem reconstruir Minas Gerais, possa escolher um nome que esteja à altura”, avaliou.
Pacheco mencionou como alternativas dois nomes do seu partido. O empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes; e o ex-procurador do Ministério Público de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior.
Josué é um quadro que agrada uma ala do PT mineiro, que vê nele uma via de diálogo com o empresariado, e, segundo fontes, também contaria com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Já Jarbas Soares seria uma figura que faria uma sinalização ao judiciário mineiro.
Pacheco também elogiou a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que é pré-candidata ao Senado por Minas Gerais.
Algo que me entusiasma muito, ter uma mulher no Senado, representando Minas Gerais, com a qualidade da Marília Campos”, disse.
