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MG: opção para palanque de Lula justifica apoio a impeachment de Dilma

Gabriel Azevedo cita Geraldo Alckmin e destaca que "futuro é mais importante que o passado" e que se posicionou pela saída de Bolsonaro

22/06/2026 15:01
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Reprodução/Redes Sociais
Gabriel Azevedo

Belo Horizonte – Um dos nomes cotados a receber o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) e dar palanque a Lula na disputa ao governo de Minas Gerais, o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) está tendo o “passado tucano” explorado por adversários dentro da esquerda. Esses críticos lembram embates com petistas e a defesa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Em resposta, Gabriel se justifica dizendo querer olhar para o futuro e não o passado. Ele também destacou que já foi alvo de petistas durante sua passagem pelo Legislativo municipal.

“Geraldo Alckmin é o vice-presidente da República. Isso representa que o futuro é mais importante que o passado. Não faço política pelo retrovisor. Os vereadores do PT na Câmara Municipal votaram duas vezes pela abertura de processos de cassação contra o meu mandato. E, assim como Juscelino Kubitscheck, ‘não nasci para ter ódio, nem rancores, nasci para construir’”, afirmou o emedebista.

Enquanto filiado ao PSDB, partido que marcou oposição ao PT durante anos na política brasileira, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi um dos principais críticos da gestão de Rousseff a frente do país e chegou a defender que era momento do país “virar a página”.

Em setembro de 2023, em meio a uma disputa na Câmara municipal, os vereadores Bruno Pedralva (PT) e Pedro Patrus (PT) votaram favoráveis a abertura do processo de cassação de Azevedo, junto a outros 24 políticos.

Aliados de Gabriel ainda ressaltaram que o nome preferido do PT para a disputa, o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que na altura era deputado federal pelo MDB foi um dos que votaram favoráveis ao impeachment da petista.

“Pessoa mais nefasta a ocupar a presidência”

Gabriel Azevedo também argumenta que foi responsável por redigir o pedido de impeachment do também ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Redigi o pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro em 2018, a pior coisa da política brasileira, a pessoa mais nefasta a ocupar a Presidência da República. Fui expulso do meu partido por criticá-lo abertamente, aliás”, afirmou.

À época filiado ao Patriota, legenda que posteriormente se fundiu com o PTB, dando origem ao PRD, expulsou o político mineiro em junho de 2021, um dia após filiar o senador e pré-candidato a presidência da República, Flávio Bolsonaro, hoje no Partido Liberal (PL).

No documento assinado pelo presidente do diretório estadual da legenda, Hércules Marques de Sá, foi mencionado as posições veementemente contrárias a Bolsonaro e a outros parlamentares ligados ao grupo.

Rejeitado e aprovado por petistas

A possibilidade de apoiar Gabriel Azevedo ao governo de Minas Gerais vem mexendo com diversas alas do PT mineiro. Enquanto alguns veem com entusiasmo o possível apoio ao emedebista, outros apontam diversos contrapontos.

Lideranças do partido veem o emedebista como um político não confiável, muito por causa de seu histórico de rompimento com alguns aliados, como com o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT) e do ex-secretário de governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP), e defendem uma candidatura própria, preferencialmente da ex-prefeita de Contagem Marília Campos.

Um dos quadros da legenda ressaltou, em condição de anonimato, que prefere a ex-prefeita de Contagem Marília Campos na disputa, mas exaltou a energia, entusiasmo e as sinalizações que vem sendo feitas por Azevedo para a construção da aliança.

Até mesmo críticos desta possível costura com ele, julgam que um apoio a ele seria algo coerente.

Entre a militância, ainda há um receio devido aos embates existentes durante a época em que Gabriel estava no PSDB, mas alguns filiados já começam a aceitar a possibilidade. Eles alegam que o político não é a opção, mas sim a falta de opções.