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Minas Gerais

Cleitinho relaciona morte em UPA no DF a plano vitalício de políticos

Senador usou caso de homem que morreu à espera de atendimento em uma UPA do DF para defender o fim de benefícios médicos a congressistas

22/06/2026 15:57
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Carlos Moura/Agência Senado
Senador Cleitinho Azevedo

Belo Horizonte — O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) usou as redes sociais para criticar os benefícios de assistência médica concedidos a parlamentares, incluindo o plano de saúde vitalício a qual senadores têm direito. O comentário foi feito após a repercussão da morte de um homem que aguardava atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Distrito Federal.

No vídeo, o parlamentar relacionou o caso aos gastos do Congresso Nacional com reembolsos médicos e planos de saúde de deputados e senadores. Segundo ele, a situação evidencia falhas do poder público na área da saúde.


“Isso aconteceu agora no Distrito Federal, mas isso vem acontecendo no Brasil inteiro. Isso só mostra o tanto que a gente vem falhando como Estado, como governo e como políticos”, afirmou o senador mineiro.

Cleitinho também citou despesas do Legislativo com assistência médica a congressistas e voltou a defender o fim dos benefícios. “Enquanto pessoas morrem esperando atendimento na UPA, lá no Congresso Nacional se recebe reembolso para atendimento médico e um plano de saúde vitalício”, criticou.

O senador pediu apoio para uma proposta apresentada por ele para extinguir o benefício que, segundo ele, tramita no Congresso Nacional.

Morte em UPA do Distrito Federal

A manifestação ocorreu após a divulgação do caso de Vilmar da Silva, de 49 anos, que morreu enquanto aguardava atendimento na recepção da UPA do Recanto das Emas, no Distrito Federal, no último sábado (20/6).

Segundo testemunhas, o homem estava sentado em uma cadeira de rodas quando pessoas que aguardavam atendimento perceberam que ele não apresentava sinais vitais. Uma mulher que estava no local e seria enfermeira teria verificado o pulso da vítima e constatado o óbito.

Relatos apontam que pacientes impediram a remoção do corpo antes da chegada da polícia. A área foi isolada para os trabalhos da perícia e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou que está apurando as circunstâncias da morte e afirmou que o homem não possuía ficha de atendimento aberta na unidade na data da ocorrência.

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Cavalcante, afirmou que não serão tolerados indícios de omissão ou falta de atendimento e determinou a apuração do caso. Já a governadora Celina Leão (PP) disse ter determinado investigação rigorosa para esclarecer as circunstâncias da morte e responsabilizar eventuais envolvidos.