“Solução menos danosa”, diz Celina após acordo para sanar crise no BRB
Segundo a governadora Celina Leão (PP), a decisão firmada também devolve o BRB “definitivamente à população de Brasília”
atualizado
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O Governo do Distrito Federal firmou, na manhã desta quinta-feira (28/5), o acordo com a União para salvar o Banco de Brasília (BRB). Segundo a governadora Celina Leão (PP), a decisão firmada devolve o BRB “definitivamente à população de Brasília”.
No acordo, ficou decidido que o GDF vai pegar com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aproximadamente R$ 6,5 bilhões, que serão pagos ao longo de 15 anos, com dois de carência.
“Em menos de 50 dias que eu assumi o GDF, nós fizemos várias gestões, desde a troca de equipe; compliance dentro do BRB; troca de diretorias. Assumimos isso com muita responsabilidade, sem nunca negarmos essa crise. É uma instituição que tem todos os programas sociais da nossa cidade vinculados à ela e com quase 10 milhões de correntistas”, ressaltou a governadora.
Celina destacou, ainda, que, sem a capacidade de diálogo da AGU e do Ministério da Fazenda a solução jamais poderia ser costurada. “É a solução menos danosa”, resumiu.
Sobre a reunião
- Essa foi a segunda reunião entre o GDF e representantes da União organizada pelo ministro Luiz Fux, no STF;
- A audiência teve como objetivo tratar sobre a grave crise do BRB em decorrência da compra de ativos podres do Banco Master;
- A primeira reunião ocorreu na terça-feira (26/5) quando foi negociado um acordo o Governo do Distrito Federal (GDF) para autorizar operação de crédito pelo BRB junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com fiança de bancos. O GDF pediu empréstimo de até R$ 6,5 bilhões;
- As tratativas se dão em ação protocolada pelo GDF no STF, de relatoria do ministro Luiz Fux;
- Segundo o AGU, a iniciativa visa tranquilizar os correntistas do BRB. “A gente fez uma operação que permite e cria as condições, dentro da governança do FGC, para que ele faça uma operação para a capitalização do BRB”, afirmou.
O acordo costurado no STF prevê que a devolução de valores oriundos dos atos ilícitos envolvendo o Master serão prioritariamente direcionados ao pagamento do empréstimo, que será feito junto ao FGC.
A devolução de dinheiro desviado é um dos pontos discutidos nas negociações sobre as delações de Daniel Vorcaro e de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
O acordo já foi homologado por Fux, relator da ação.









