Acusados pela maior chacina do DF sentam no banco dos réus; veja fotos

Julgamento dos cinco homens responsáveis por matar 10 pessoas da mesma família começou nesta segunda-feira (13/4)

atualizado

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Os cinco acusados de matar 10 pessoas da mesma família, em um crime motivado por disputa por uma chácara no Itapoã (DF), sentaram no banco dos réus do Tribunal do Júri de Planaltina, na manhã desta segunda-feira (13/4).

São eles:

  • Gideon Batista de Menezes: apontado como um dos principais articuladores do plano;
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa: atuou diretamente nos assassinatos;
  • Carlomam dos Santos Nogueira: participou dos sequestros e execuções;
  • Fabrício Silva Canhedo: responsável pela vigilância do cativeiro em parte do período;
  • Carlos Henrique Alves da Silva: participou da rendição de vítimas.
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Réus da considerada a maior chacina do DF
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Julgamento dos réus da maior chacina do DF
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Fórum de Planaltina recebe julgamento da maior chacina do DF
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Fórum de Planaltina recebe julgamento da maior chacina do DF

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O quinteto foi transferido para o tribunal sob escolta da Polícia Penal e, apesar de estarem lado a lado, não podem se comunicar durante a sessão. 

Confira a disposição dos presentes na sessão:

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), se condenados, os acusados podem ter até 358 anos de prisão.

Eles respondem por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor.


Entenda o caso

  • Entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, os acusados se associaram para tomar a chácara Quilombo, no Itapoã, e também obter dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira.
  • O plano inicial previa matar Marcos e sequestrar familiares.
  • Em 27 de dezembro de 2022, parte do grupo foi à casa da vítima, rendeu Marcos, a esposa e a filha, e roubou cerca de R$ 49,5 mil.
  • As três vítimas foram levadas para um cativeiro no Vale do Sol, em Planaltina, onde Marcos foi morto e enterrado.
  • No dia seguinte, as mulheres foram ameaçadas e obrigadas a fornecer senhas de celulares e contas bancárias.
  • Com os aparelhos, os criminosos passaram a se passar pelas vítimas para atrair outros familiares.
  • Entre 2 e 4 de janeiro, a ex-esposa de Marcos, Cláudia da Rocha, e a filha Ana Beatriz foram atraídas, rendidas e levadas ao mesmo cativeiro.
  • O grupo decidiu matar Thiago, filho de Marcos, e o atraiu ao local em 12 de janeiro. Ele também foi rendido e mantido em cárcere.
  • Com acesso ao celular de Thiago, os criminosos atraíram a esposa dele, Elizamar, junto com os três filhos do casal.
  • Eles foram levados a Cristalina (GO), onde foram mortos. Os corpos foram queimados dentro do carro da vítima.
  • Em seguida, os acusados decidiram matar as demais vítimas para evitar que os crimes fossem descobertos.
  • Renata e Gabriela foram levadas a Unaí (MG), onde foram mortas e tiveram os corpos queimados.
  • Depois, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago também foram assassinados e tiveram os corpos escondidos em uma cisterna.
  • Após os crimes, parte do grupo incendiou objetos das vítimas para dificultar as investigações.

O caso ocorreu no início de 2023 e chocou o país naquele ano. O crime teria sido motivado por dinheiro e tentativa de ocupar uma chácara. Três crianças de 6 e 7 anos estão entre as vítimas.

“Tamanha monstruosidade”

Pouco antes do início do julgamento, o advogado João Darc, que representa familiares das vítimas, afirmou que a legislação brasileira não prevê pena compatível para responsabilizar “tamanha monstruosidade” cometida contra uma família inteira. Segundo ele, os réus deveriam ser julgados em locais onde há pena de morte.

“Entendemos que nosso ordenamento jurídico não é suficiente hoje para condenar pessoas tão monstruosas quanto foram esses delinquentes. Na minha ótica, não temos ordenamento jurídico para dar uma resposta satisfatória para a família e para a sociedade. Esses cidadão deveriam estar sendo julgados no Texas ou na California [nos Estados Unidos], onde tem pena de morte”, disse.

Familiares das vítimas acompanharam o início do julgamento no Tribunal do Júri de Planaltina. Parentes de Elizamar da Silva, de 39 anos, falaram sobre o impacto do crime.

Os corpos de Elizamar da Silva, 39 anos, e de seus três filhos: os gêmeos Rafael e Rafaela, de 6 anos, e Gabriel da Silva, 7, foram encontrados carbonizados, em 12 de janeiro de 2023, dentro de um carro, em Cristalina (GO).

“É um sofrimento que nunca sara. Muita saudade da minha filha, do meu neto. É Deus em primeiro lugar, pois se não fosse Deus, eu não sei o que seria de mim. Acho que eu nem existia. Mas eu tenho um Deus vivo, um Deus que tudo pode, um Deus misericordioso que vai fazer justiça”, disse Nelita Maria, mãe de Elizamar da Silva, muito emocionada.

A cabeleireira e os filhos foram os primeiros integrantes da mesma família a desaparecer e deram origem às investigações acerca da chacina.

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