Pouca vergonha

Masturbação mútua: como explorar o prazer a dois, como em Off Campus

A primeira temporada de Off Campus: Amores Improváveis deu o que falar, principalmente por conta das cenas quentes entre os protagonistas

atualizado

metropoles.com

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Liane Hentscher/ Prime
Imagem colorida de Ella Bright e Belmont Cameli na 1ª temporada de Off Campus: Amores Improváveis - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Ella Bright e Belmont Cameli na 1ª temporada de Off Campus: Amores Improváveis - Metrópoles - Foto: Liane Hentscher/ Prime

A primeira temporada de Off Campus: Amores Improváveis estreou em 13 de maio e já conquistou o público brasileiro de uma maneira avassaladora. A adaptação do livro O Acordo, de Elle Kennedy, está disponível no Amazon Prime Video e chama atenção pelas cenas românticas, engraçadas e, claro, quentes — como o momento em que Hannah e Garrett se masturbam olhando um para o outro.

Louisa Levy, criadora da série, contou um pouco sobre a cena icônica do livro, que foi adaptada para a trama.

“Precisávamos fazer isso e precisávamos fazer direito. Mas não foi fácil […] Não mostramos nada porque não era sobre isso. Aquela cena era sobre vulnerabilidade. Era importante mostrar que eles estavam completamente vulneráveis um com o outro, mas não era importante mostrar exatamente como isso parecia”, disse à Entertainment Weekly.
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(Da esquerda para a direita) Antonio Cipriano, Stephen Kalyn, Belmont Cameli, Ella Bright, Mika Abdalla, Josh Heuston e Jalen Thomas Brooks protagonistas da 1ª temporada de Off-Campus
Hannah (Ella Bright) na 1ª temporada de Off Campus: Amores Improváveis
Cena de Off Campus (Amores Improváveis)
Momentos antes da cena
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Momentos antes da cena

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(Da esquerda para a direita) Antonio Cipriano, Stephen Kalyn, Belmont Cameli, Ella Bright, Mika Abdalla, Josh Heuston e Jalen Thomas Brooks protagonistas da 1ª temporada de Off-Campus
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(Da esquerda para a direita) Antonio Cipriano, Stephen Kalyn, Belmont Cameli, Ella Bright, Mika Abdalla, Josh Heuston e Jalen Thomas Brooks protagonistas da 1ª temporada de Off-Campus

Hannah (Ella Bright) na 1ª temporada de Off Campus: Amores Improváveis
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Hannah (Ella Bright) na 1ª temporada de Off Campus: Amores Improváveis

Liane Hentscher/ Prime
Cena de Off Campus (Amores Improváveis)
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Cena de Off Campus (Amores Improváveis)

Divulgação

Na cena, Hannah recorre a Garrett em um momento de vulnerabilidade enquanto tenta enfrentar os traumas do passado. O momento acaba fortalecendo a conexão entre os dois e marca uma virada importante na trama.

Benefícios da masturbação mútua

De acordo com a sexóloga Alessandra Araújo, a masturbação mútua é uma das ferramentas mais subestimadas e poderosas para a saúde sexual de um casal.

“Muitas vezes, o sexo é visto apenas como ‘o que fazemos um no outro’, e a masturbação mútua inverte essa lógica, permitindo que a intimidade seja construída através da observação e da vulnerabilidade”, explica a profissional ao Metrópóles.

Entre os benefícios da prática para o casal, Alessandra cita:

  • Aula prática de desejo: ao observar o seu parceiro se tocando, você aprende visualmente e de forma direta o que ele gosta, o ritmo que prefere e as zonas que mais estimulam seu prazer.
  • Quebra de barreiras: ajuda a reduzir a vergonha sobre o próprio corpo. Mostrar ao outro como você alcança o prazer é um ato de confiança profunda.
  • Alívio da pressão de performance: é uma excelente forma de manter a conexão sexual em períodos onde um dos parceiros está cansado ou sem disposição para a penetração, permitindo a manutenção do vínculo erótico sem o esforço físico exaustivo.
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
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“A masturbação mútua é um excelente exercício de desempenho zero. Quando o casal se toca individualmente sob o olhar do outro, a pressão por ‘satisfazer’ o parceiro desaparece momentaneamente”, acrescenta a sexóloga.

Dicas para a primeira vez

Para quem nunca tentou, a sensação de “estar sendo observado” pode causar um pouco de inibição. Para Alessandra Araújo, a chave é a transição gradual.

Comecem com o ambiente: prepare o espaço para que se sintam confortáveis. Luzes suaves ou música podem ajudar a diminuir a autoconsciência”, recomenda a expert.

Olhar fixamente pode parecer intimidador. Então, a sexóloga indica focar primeiro no toque. “O contato visual pode vir aos poucos. O objetivo é a presença, não uma cena de filme.”

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É o ápice da sensação de prazer, enquanto a ejaculação é a saída de fluidos corporais
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Vale combinar que, se alguém se sentir desconfortável, basta parar ou mudar o foco. “Não precisa ser uma ‘performance’; pode ser um momento de carinho e descoberta”, diz Alessandra.

“Também não precisa ser o ato final. Use a masturbação mútua como uma forma de entrar no clima, antes de passar para o toque um no outro. Isso retira o peso de ‘ter que chegar ao orgasmo’ durante o processo”, orienta a expert.

Cumplicidade

Segundo Alessandra Araújo, o ponto mais importante sobre a masturbação mútua é que ela desconstrói o mito de que o prazer sexual é apenas algo que “damos” ao outro. Muitos casais vivem em uma dinâmica onde um depende do outro para sentir prazer, o que pode gerar ressentimento ou dependência emocional.

“Quando você pratica a masturbação mútua, você está, na verdade, validando a autonomia de ambos. Você aprende que o prazer é uma responsabilidade compartilhada: você é responsável pelo seu, e o seu parceiro pelo dele, e juntos vocês criam um terceiro espaço de prazer.”
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Além disso, é uma forma de “redescobrir” o parceiro após anos de relacionamento.

“A masturbação mútua acaba sendo, no fundo, um exercício de intimidade emocional disfarçado de prática sexual”, finaliza a sexóloga.

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