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Maio é o mês da masturbação! Entenda por que e como aproveitar
Criada nos anos 1990 após polêmica política, campanha em prol da masturbação busca normalizar o tema e incentivar debates sobre saúde sexual
atualizado
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Pouca gente sabe, mas o mês de maio também é dedicado a uma pauta cercada de tabus: a masturbação. Conhecido como “Mês da Masturbação”, o período surgiu nos Estados Unidos e, com o tempo, ganhou alcance internacional — com o objetivo de incentivar conversas mais abertas sobre sexualidade.
A origem da data está diretamente ligada a um episódio político. Em 1994, a então cirurgiã-geral dos EUA, Joycelyn Elders, foi afastada do cargo após afirmar que a masturbação “é parte da sexualidade humana” e poderia ser ensinada nas escolas.

A reação à demissão levou ativistas e profissionais do setor a criarem uma resposta. No ano seguinte, em 1995, uma equipe da loja de produtos sexuais Good Vibrations, em São Francisco, lançou oficialmente o Mês da Masturbação como forma de protesto e conscientização.
A ideia era simples: transformar um tema cercado de vergonha em algo discutido de forma aberta e informativa. “Foi uma forma de reagir e estimular o diálogo”, explicam organizadores da iniciativa, que também buscavam combater o estigma em torno da prática.

Com o passar dos anos, o movimento cresceu e ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, passando a ser conhecido também como Mês Internacional da Masturbação. Além de campanhas educativas, surgiram ações como eventos, debates e até os chamados “masturbate-a-thons”, que arrecadam fundos para causas ligadas à saúde sexual.
A proposta vai além da provocação: trata-se de reconhecer a masturbação como uma prática comum e parte do autoconhecimento. Segundo organizações de educação sexual, ela pode ajudar a aliviar o estresse, entender o próprio corpo e não apresenta riscos de gravidez ou infecções sexualmente transmissíveis.
Apesar disso, o tema ainda enfrenta resistência. Pesquisas indicam que muitas pessoas evitam falar sobre o assunto, reflexo de décadas de tabu cultural. Por isso, iniciativas como o Mês da Masturbação seguem sendo vistas como ferramentas importantes para ampliar o debate e promover uma abordagem mais saudável e informada sobre a sexualidade.
Atualmente, mais do que uma data curiosa, o mês se consolidou como um símbolo de liberdade corporal e educação sexual — mostrando que falar sobre, longe de ser um problema, pode ser parte da solução.








