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Syntribation: conheça técnica de masturbação que não usa as mãos
Sem demandar o uso das mãos, esta técnica de masturbação promete muito prazer indo além do lugar comum; sexóloga ensina como fazer
atualizado
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A quem não sabe o que quer dizer, o termo “syntribation” pode soar como uma palavra estranha que transmite uma sensação igualmente complicada. Na realidade, porém, é algo simples e que a maioria das mulheres provavelmente já tentou fazer em algum momento desde que tomou consciência das sensações sexuais.
Syntribation, em síntese, é uma forma discreta de se masturbar que dispensa mãos, dedos, sex toys ou mesmo lubrificante. Tudo o que você precisa fazer é apertar as coxas.

Agora, se você está pensando: “Não tem como a chegada ao clímax ser tão fácil assim”, você está certo — não basta simplesmente cruzar as pernas e ter um orgasmo.
Por isso, conversamos com a sexóloga Dani Fontinele, que explicou como funciona a técnica. “É um atrito de coxas, um apertar da região que pode dar uma sensação prazerosa”, comenta. Segundo a profissional, trata-se de uma sensação gostosa que qualquer pessoa com vulva pode experimentar.
“Algumas pessoas confundem com outras práticas e acabam agregando outras coisas, mas, basicamente, é conseguir ter um orgasmo só com o aperto de coxa, de roçar coxa sobre coxa”, explica a profissional.
E como isso é possível? Contrair as coxas — especialmente se você também estiver flexionando os músculos do assoalho pélvico — aumenta o fluxo sanguíneo para os genitais, aumentando a excitação e o prazer geral.

No entanto, o ato não se limita necessariamente ao clitóris. Embora seja um pouco mais complicado logisticamente, pessoas com pênis também podem estimular a cabeça do órgão apertando as coxas.
“Só com o roçar de corpo, com a respiração, com beijo, tudo isso é possível. Tanto é possível que tenho clientes, inclusive homens, que conseguem chegar ao orgasmo sem toque de mãos, apenas com o toque de corpo”, acrescenta a profissional.
Descobrindo a sexualidade
Se você já utilizou essa técnica antes, é provável que a tenha descoberto por acaso — talvez quando era mais jovem e experimentava a masturbação pela primeira vez.
“Muita gente já fez, porém, ninguém comenta. Talvez muitas mulheres lembrem que faziam isso quando eram mais jovens e achavam que não era adequado. Ficavam pensando: ‘Nossa, que coisa meio infantil, nada a ver’”, diz.
Por fim, Dani reforça que a syntribation também possibilita “o autoconhecimento, uma autodescoberta, um mergulho nas sensações que o corpo pode trazer de prazer. É superválido”, encerra.


















