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Paulo Cappelli

Malafaia se manifesta após virar réu por injúria no STF

Pastor Silas Malafaia diz não ter foro privilegiado para ser julgado pelo STF e questiona denúncia no âmbito do inquérito das Fake News

, Repórter de Paulo Cappelli28/04/2026 19:25, atualizado 28/04/2026 19:47
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Isabella Finholdt/Especial Metrópoles
Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia se manifestou após a decisão do STF que o tornou réu no inquérito que apura suposto crime de injúria cometido pelo líder religioso durante manifestação na Avenida Paulista, em abril de 2025.

Na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, Malafaia é acusado de promover “discurso ofensivo à dignidade e ao decoro dos generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército”. A ação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, aponta o comandante do Exército, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, e outros oficiais como alvos do religioso.

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General Tomás Miguel Miné Paiva acusa Malafaia por calúnia
Silas Malafaia critica decisão do STF que o tornou réu por injúria a generais
Moraes terá 21 para responder ação
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Moraes terá 21 para responder ação

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General Tomás Miguel Miné Paiva acusa Malafaia por calúnia
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General Tomás Miguel Miné Paiva acusa Malafaia por calúnia

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Silas Malafaia critica decisão do STF que o tornou réu por injúria a generais
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Silas Malafaia critica decisão do STF que o tornou réu por injúria a generais

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“O inquérito é imoral e ilegal porque o procurador [Gonet] me acusa baseado no inquérito das Fake News. Não tenho foro no STF, não tenho foro por prerrogativa de função. Por isso, o inquérito das Fake News está aberto há sete anos: para promover perseguição”, disse Malafaia, em avaliação à coluna.

Jurisdição

Segundo o pastor, o julgamento pelo STF inviabiliza o direito ao duplo grau de jurisdição. “O procurador me denunciou nesse inquérito alegando similaridade com inquérito das Fake News. Eu tenho direito a duplo grau de jurisdição. Sendo julgado direto no STF, não tenho a quem recorrer”, afirmou.

Malafaia também questionou o fato de ter sido denunciado mesmo sem citar nomes durante o discurso em que se referiu a generais do Exército como “frouxos, covardes e omissos”  e no qual afirmou que militares “não honram a farda que vestem”.

“Moraes disse que cometi crime de calúnia. Quem eu caluniei se não citei ninguém? Citei generais mas não nominei ninguém. Não citei o comandante do Exército. É um absurdo”, disse o pastor.

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