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O que é resistência à insulina e como ela pode atrapalhar a perda de peso?

Uma das funções da insulina é ser um hormônio anabólico. É justamente esse viés que tem gerado “medo” nas pessoas

atualizado 28/01/2021 11:35

Unplash/Divulgação

Vamos entender, de fato, o que é resistência à insulina e que, ao contrário do terror que se criou em cima desse hormônio, ele é fundamental para nossa existência.

A insulina é produzida pelo pâncreas ao comermos algo. Independentemente de ser carboidrato, proteína ou gordura, ela sempre será liberada a cada refeição. A diferença é que, dependendo do que ingerimos, surge em maior ou menor grau.

Uma de suas funções básicas é ser um hormônio anabólico. É justamente esse viés que tem gerado “medo” nas pessoas. Quando os níveis de insulina estão elevados no sangue, tecnicamente fica mais fácil fazer estoque de gordura (e, por consequência, engordar).

Vou explicar:

Ao longo do dia, você se alimentou de macarrão, arroz, pão, frutas, legumes ou queijo, por exemplo. O seu organismo digere e os transforma em moléculas de glicose na corrente sanguínea. Elas são usadas para fornecer a energia necessária para adentrar as células.

Nesse momento, o cérebro envia um sinal para o pâncreas e ele secreta a insulina, a fim de ajudar a glicose a adentrar na célula.

A insulina, por sua vez, se “se comunica” com o GLUT-4, proteína transportadora da glicose que, sabe-se, é sensível a esse hormônio. Quando ocorre a sinalização da insulina para o GLUT-4, as moléculas de glicose se adentram às células.

A resistência à insulina ocorre quando o seu organismo, mais especificamente o cérebro, emite um sinal para o pâncreas liberar insulina, ainda que a sua corrente sanguínea já esteja cheia de glicose circulante.

Com isso, o pâncreas começa a produzir mais desse hormônio.

Ou seja: a resistência acontece porque o GLUT-4 a criou, não “obedecendo” mais a ordem da glicose de adentrar a célula. Como o cérebro não percebe o motivo, solicita ao pâncreas que produza mais e mais insulina. Com isso, ocorre o aumento dos níveis dessa substância no sangue.

Por isso, quando se dosa a insulina basal que ocorre em jejum, ela se encontra alta e, obviamente, ficará ainda mais elevada quando você comer algo.

Como qualquer desequilíbrio no organismo, esse também não é desejado ou saudável. Quando a insulina está exercendo a sua função de hormônio anabólico – que armazena caloria e energia – é ótimo.

O problema é quando essa função se torna exacerbada, gerando obesidade.

O que é preciso se atentar é com a quantidade de comida que está sendo ingerida. Na maioria das vezes, come-se demais e gasta-se menos. Isso piora em uma dieta com muitos industrializados, farináceos e doces, cheios de carboidratos refinados.

O carboidrato da banana, batata, mandioca ou arroz, em quantidades necessárias, não é um problema se você não tiver o quadro de resistência à insulina estabelecido.

No entanto, se você já está diagnosticado, até essas fontes saudáveis de carboidratos precisam ser reduzidas por um tempo.

É importante, também, um exame bioquímico para ver as taxas de insulina, glicemia e hemoglobina glicada.

Se você foi diagnosticado com resistência à insulina, síndrome metabólica ou diabetes, será necessário ajustar sua alimentação a fim de reduzir a quantidade de carboidratos, já que ele é o macronutriente que mais eleva os níveis do “temido” hormônio.

Lembrando que as quantidades são individuais e que a base para se tratar a resistência à insulina é a alimentação.

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