Saiba quais são os principais tipos de obesidade e como identificá-los

Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e a distribuição da gordura pelo corpo

atualizado 25/11/2020 20:39

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A obesidade é caracterizada pelo excesso de peso, geralmente, causado pelo sedentarismo e consumo exagerado de alimentos ricos em gordura e em açúcar, o que gera diversos malefícios à saúde, como o desenvolvimento de diabetes, pressão alta, colesterol elevado, infarto ou artrose dos ossos, além de sintomas como dificuldades para fazer esforços, indisposição e baixa autoestima.

Para identificar que uma pessoa está obesa, na maioria das vezes, utiliza-se o IMC, ou índice de massa corpórea, que é um cálculo que analisa o peso que a pessoa apresenta em relação à sua altura, sendo dividido em diferentes graus:

Peso normal: IMC entre 18.0 a 24,9 kg/m2
Sobrepeso: IMC entre 25.0 a 29,9 kg/m2
Obesidade grau 1: IMC entre 30.0 – 34.9 kg/m2;
Obesidade grau 2: IMC entre 35.0 – 39.9 kg/m2;
Obesidade grau 3 ou obesidade mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.

Tipos de obesidade
Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e a distribuição da gordura pelo corpo:

1. Obesidade abdominal
A gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, podendo também se distribuir pelo peito e rosto. Este tipo de obesidade também é conhecido como andróide ou obesidade em forma de maçã, devido à semelhança da silhueta da pessoa com a fruta e é mais comum em homens, embora algumas mulheres também possam ter.

A obesidade abdominal está muito associada com um grande risco para desenvolver outras doenças cardiovasculares como colesterol alto, doenças cardíacas, infarto, além de diabetes, inflamações e trombose.

2. Obesidade periférica
Este tipo de obesidade é mais comum em mulheres, pois a gordura se localiza mais nas coxas, quadris e nádegas, e é conhecido como obesidade em pera, devido ao formato da silhueta, ou obesidade ginóide.

A obesidade periférica é mais associada a problemas circulatórios, como insuficiência venosa e varizes, e osteoartrite nos joelhos, devido à sobrecarga do peso nestas articulações, apesar de também aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes.

3. Obesidade homogênea
Neste caso, não há uma predominância da gordura em uma área localizada, pois a gordura se localiza tanto na região abdominal quanto nas regiões dos membros posteriores e inferiores. Isto pode ser perigoso, pois a pessoa pode se descuidar por não haver um grande impacto na aparência física, como nos outros tipos.

Sinais e sintomas da obesidade
O excesso de gordura tem efeitos negativos sobre todo o corpo, causando sinais e sintomas desconfortáveis, como:

Falta de ar e dificuldades respiratórias, devido à pressão do peso abdominal sobre os pulmões;
Dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar o peso;
Dificuldade para fazer esforços ou caminhadas, devido ao excesso de peso e falta de condicionamento físico;
Dermatites e infecções fúngicas, devido ao acúmulo de suor e sujeira nas dobras do corpo;
Manchas escuras na pele, principalmente pescoço, axilas e virilhas, uma reação causada pela resistência insulínica, ou pré-diabetes;
Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades para o fluxo sanguíneo nos vasos;
Roncos noturnos e apnéia do sono, pelo acúmulo de gordura no pescoço e nas vias respiratórias;
Maior tendência a varizes e úlceras venosas, devido a alterações nos vasos e circulação sanguínea;
Ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.

O que causa a obesidade
A obesidade pode ocorrer em qualquer idade e, no Brasil, a quantidade de pessoas que passam por esta situação está aumentando, devido ao consumo excessivo de alimentos calóricos, como pão, massas, doces, fast food e comidas prontas, além do sedentarismo, o que faz com que a quantidade de calorias consumidas seja maior do que a quantidade gasta ao longo do dia.

Além disso, distúrbios hormonais ou problemas emocionais como ansiedade ou nervosismo também podem aumentar o risco de obesidade e, por isso, estas situações devem ser tratadas logo que sejam identificadas.

A obesidade infantil também tem sido cada vez mais frequente, pelo excesso de comidas industrializadas, doces e refrigerante, além de as crianças praticarem cada vez menos atividades ao ar livre.

Como tratar a obesidade
O tratamento da obesidade deve ser feito com a prática regular de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, e uma dieta de emagrecimento, a cargo de um nutricionista. A perda de peso deve ser ser feita de forma gradual e saudável, pois as dietas que prometem um emagrecimento muito rápido, geralmente, não trazem efeitos duradouros ou são maléficas para a saúde. (Com informações do portal Tua Saúde)

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