Mirelle Pinheiro

“Narcofrota brasileira”: pescadores viram operadores do tráfico

Segundo as investigações, o grupo utilizava embarcações pesqueiras para transportar a droga até o continente europeu

atualizado

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“Narcofrota brasileira”: pescadores viram operadores do tráfico
1 de 1 “Narcofrota brasileira”: pescadores viram operadores do tráfico - Foto: PF/Divulgação

Uma megaoperação contra o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro foi deflagrada nesta quarta-feira (10/12) pela Polícia Federal (PF) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal.

A ação, batizada de Anansi, teve como alvo uma rede criminosa que transformou o extremo sul da Bahia em um corredor estratégico para o envio de cocaína à Europa.

Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, 10 prisões preventivas e ordens de bloqueio bancário que chegam a R$ 50 milhões. Os alvos estão distribuídos na Bahia e em outros estados.

Pescadores viraram “empresários do tráfico”

Segundo as investigações, o grupo utilizava embarcações pesqueiras para transportar a droga até o continente europeu.

A logística criminosa se apoiava no conhecimento técnico de pescadores e donos de barcos, que passaram a atuar como operadores do narcotráfico marítimo.

A PF destacou que alguns dos investigados, que antes tinham “vida simples”, passaram a ostentar patrimônio incompatível com suas atividades, após ingressarem no esquema.

Carga milionária

O caso que deu início à apuração ocorreu em dezembro de 2024, quando autoridades de Cabo Verde apreenderam uma embarcação que havia partido do sul da Bahia carregando 1.600 kg de cocaína.

Com apoio da Europol e cooperação jurídica de Portugal, Espanha e França, a PF conseguiu rastrear a cadeia de responsáveis e aprofundar o mapa da organização criminosa.

Lavagem milionária e bens apreendidos

Durante a operação desta quarta-feira, foram apreendidos veículos, celulares e bens de alto valor, que serão periciados para rastrear o fluxo financeiro do grupo.

A PF aponta que o esquema utilizava empresas de fachada e movimentações bancárias fracionadas para disfarçar o lucro obtido com o envio de cargas internacionais de cocaína.

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