Mirelle Pinheiro

Polícia desmonta cassino usado pelo PCC que movimentou R$ 5,2 bilhões. Veja vídeo

Segundo os investigadores, o grupo operava estrutura clandestina de jogos de azar que utilizava plataformas digitais

atualizado

metropoles.com

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Secretaria de Segurança Pública/Divulgação
Polícia Civil de São Paulo
1 de 1 Polícia Civil de São Paulo - Foto: Secretaria de Segurança Pública/Divulgação

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira (28/5), a Operação Falsa Las Vegas contra esquema bilionário de exploração ilegal de apostas e lavagem de dinheiro com suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a ação, dois investigados foram presos e um helicóptero acabou apreendido.

A Operação Falsa Las Vegas conta com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo e a Receita Federal.

A ação é um desdobramento da Operação Falso Mercúrio e mira empresários, operadores financeiros, empresas de fachada e plataformas de apostas suspeitas de movimentar recursos do crime organizado.

Segundo os investigadores, o grupo operava estrutura clandestina de jogos de azar que utilizava plataformas digitais, fintechs, contas de passagem e laranjas para ocultar dinheiro e dificultar o rastreamento das operações financeiras.

As investigações apontam que a plataforma “Aposte Fácil” operava com aparência de legalidade ao utilizar referências à Loterj e sistemas de pagamento formalizados. Paralelamente, o grupo mantinha a plataforma clandestina “Black Vegas”, hospedada fora do país, usada para oferta de jogos ilegais como “Tigrinho” e “Jogo do Bicho”.

Pagamentos eram feitos principalmente via Pix e direcionados a empresas usadas para intermediar as movimentações financeiras do esquema.

As apurações revelaram ainda que a sede da empresa ASX Participações e Tecnologia funcionava como uma espécie de centro operacional da organização criminosa.

No local, investigadores apreenderam anotações manuscritas, registros financeiros, documentos ligados às plataformas de apostas e materiais relacionados à circulação de grandes quantias de dinheiro.

A investigação também identificou sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro baseada em empresas de fachada, contas bancárias pulverizadas e uso de interpostas pessoas. Segundo a polícia, alguns laranjas recebiam pagamentos mensais apenas para emprestar documentos pessoais para abertura de empresas e contas bancárias.

Os investigadores apontam ainda que o grupo utilizava operações fracionadas para converter dinheiro em espécie em depósitos bancários, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

De acordo com as diligências, há indícios de ligação entre integrantes do esquema e pessoas associadas ao PCC, incluindo investigados em apurações relacionadas ao assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach.

Nesta fase da operação, a Justiça autorizou cinco prisões preventivas, 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e ativos financeiros que ultrapassam R$ 5,2 bilhões. Ao todo, 76 imóveis foram sequestrados pelas autoridades.

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