Veja embarcação de R$ 15 milhões comprada para lavar dinheiro do PCC.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação contra o esquema nesta quinta-feira (4/12)

A coluna teve acesso a imagens que revelam detalhes da embarcação Briza Azimut 560, apreendida pela Polícia Civil de São Paulo, nessa quinta-feira (4/12), durante a Operação Falso Mercúrio, que tem como alvo um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Caputal (PCC). A lancha de luxo está avaliada em R$ 15 milhões.
Nos vídeos, é possível ver que a parte interna da embarcação assemelha-se a uma mansão de alto padrão, com quartos e suítes mobiliados. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a rede de lavagem de dinheiro adquiriu veículos avaliados em milhões de reais com o objetivo de dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal facção paulista.
Na ação de grande porte, a PCSP apreendeu:
- Embarcação Briza Azimut 560, avaliada em R$ 15 milhões
- Embarcação Intermarine, avaliada em R$ 4 milhões
- Embarcação Sunrise I, avaliada em 300 mil
- Carros de alto padrão
Esquema profissional
As investigações apontam que o esquema era altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro.
A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAlém disso, os investigados utilizavam mecanismos para driblar controles automatizados dos órgãos de fiscalização, criando um circuito financeiro paralelo que dificultava o rastreamento dos valores.
A investigação
A ação, segundo a Polícia Civil, é resultado de meses de investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou uma complexa estrutura destinada a movimentar capitais provenientes de diversos crimes, como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.
Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão e ordens de bloqueio patrimonial e financeiro.
Segundo a investigação, o grupo atuava em três núcleos funcionais, que se dividiam em principais, coletores e beneficiários finais, cada um com tarefas específicas dentro da engrenagem criminosa.
A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala.















