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Mirelle Pinheiro

Veja embarcação de R$ 15 milhões comprada para lavar dinheiro do PCC. Veja vídeo

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação contra o esquema nesta quinta-feira (4/12)

04/12/2025 16:23, atualizado 04/12/2025 16:24
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Material cedido ao Metrópoles
Veja embarcação de R$ 15 milhões comprada para lavar dinheiro do PCC

A coluna teve acesso a imagens que revelam detalhes da embarcação Briza Azimut 560, apreendida pela Polícia Civil de São Paulo, nessa quinta-feira (4/12), durante a Operação Falso Mercúrio, que tem como alvo um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Caputal (PCC). A lancha de luxo está avaliada em R$ 15 milhões.

Nos vídeos, é possível ver que a parte interna da embarcação assemelha-se a uma mansão de alto padrão, com quartos e suítes mobiliados. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a rede de lavagem de dinheiro adquiriu veículos avaliados em milhões de reais com o objetivo de dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal facção paulista.

Veja embarcação de R$ 15 milhões comprada para lavar dinheiro do PCC - destaque galeria
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O esquema era altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro
A embarcação foi apreendida na Operação Falso Mercúrio
A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala
A rede de lavagem de dinheiro adquiriu embarcações e carros avaliados em milhões de reais com o objetivo de dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal facção paulista
A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade
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A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade

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O esquema era altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro
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O esquema era altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro

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A embarcação foi apreendida na Operação Falso Mercúrio
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A embarcação foi apreendida na Operação Falso Mercúrio

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A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala
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A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala

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A rede de lavagem de dinheiro adquiriu embarcações e carros avaliados em milhões de reais com o objetivo de dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal facção paulista
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A rede de lavagem de dinheiro adquiriu embarcações e carros avaliados em milhões de reais com o objetivo de dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal facção paulista

Material cedido ao Metrópoles

Na ação de grande porte, a PCSP apreendeu:

  • Embarcação Briza Azimut 560, avaliada em R$ 15 milhões
  • Embarcação Intermarine, avaliada em R$ 4 milhões
  • Embarcação Sunrise I, avaliada em 300 mil
  • Carros de alto padrão

Esquema profissional

As investigações apontam que o esquema era altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro.

A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade.

Além disso, os investigados utilizavam mecanismos para driblar controles automatizados dos órgãos de fiscalização, criando um circuito financeiro paralelo que dificultava o rastreamento dos valores.

A investigação

A ação, segundo a Polícia Civil, é resultado de meses de investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou uma complexa estrutura destinada a movimentar capitais provenientes de diversos crimes, como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.

Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão e ordens de bloqueio patrimonial e financeiro.

Segundo a investigação, o grupo atuava em três núcleos funcionais, que se dividiam em principais, coletores e beneficiários finais, cada um com tarefas específicas dentro da engrenagem criminosa.

A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala.