Mirelle Pinheiro

Polícia desmonta “banco paralelo” do PCC para lavar milhões do crime. Veja vídeo

Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais

atualizado

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PCC, TCP e AFC: aliança inédita de facções mobiliza megaoperação
1 de 1 PCC, TCP e AFC: aliança inédita de facções mobiliza megaoperação - Foto: MP/Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nessa quarta-feira (4/12), a Operação Falso Mercúrio, uma ação de grande porte contra uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação é resultado de meses de investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou uma complexa estrutura destinada a movimentar capitais provenientes de diversos crimes, como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.

Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão e ordens de bloqueio patrimonial e financeiro.

Segundo a investigação, o grupo atuava em três núcleos funcionais, que se dividiam em principais, coletores e beneficiários finais, cada um com tarefas específicas dentro da engrenagem criminosa.

A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala.

Lavagem de dinheiro sofisticada

As investigações apontam para um esquema altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro.

A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade.

Além disso, os investigados utilizavam mecanismos para driblar controles automatizados dos órgãos de fiscalização, criando um circuito financeiro paralelo que dificultava o rastreamento dos valores.

Balanço da Operação Falso Mercúrio

A ação resultou em um dos maiores bloqueios patrimoniais já realizados pela unidade:

Medidas cautelares cumpridas

  • Seis mandados de prisão
  • 48 mandados de busca e apreensão

Sequestro patrimonial

  • 49 imóveis
  • Três embarcações

Bloqueio financeiro

  • 57 contas bancárias
  • 20 pessoas físicas e 37 pessoas jurídicas atingidas

Restrição sobre veículos

  • 257 veículos bloqueados
  • 44 pessoas físicas e 213 pessoas jurídicas afetadas

Os valores totais envolvidos na operação não foram divulgados, mas os bloqueios e sequestros sugerem um volume milionário de ativos.

Ligação direta com o PCC

A apuração identificou indícios consistentes de que a estrutura financeira desmontada funcionava a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A facção utilizava o grupo para “terceirizar” a lavagem de dinheiro, de forma a reduzir o risco de exposição direta de seus integrantes e ampliar o volume de recursos movimentados.

A investigação aponta que a rede beneficiava desde operadores intermediários até integrantes de alto escalão da organização criminosa.

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