Mirelle Pinheiro

Carbono Oculto: fundos ligados a esquema do PCC cresceram 200% em um ano

Nesta fase da operação, a Justiça autorizou 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná

atualizado

metropoles.com

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Carla Sena/Arte Metrópoles
Arte colorida de helicóptero com dizeres do PCC na lataria e dinheiro em volta.
1 de 1 Arte colorida de helicóptero com dizeres do PCC na lataria e dinheiro em volta. - Foto: Carla Sena/Arte Metrópoles

Quatro fundos de investimento investigados na Operação Fluxo Oculto tiveram crescimento patrimonial superior a 200% em pouco mais de um ano, segundo informações do Ministério Público de São Paulo. As estruturas financeiras são apontadas pelo Gaeco como parte do sistema usado para ocultar dinheiro ligado ao esquema investigado no mercado de combustíveis.

A investigação integra a nova fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28/5) pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outros órgãos de fiscalização.

Os fundos, que juntos somam patrimônio estimado em cerca de R$ 205 milhões, entraram na mira das autoridades por suspeita de serem utilizados para esconder os verdadeiros beneficiários das movimentações financeiras da organização criminosa.

Segundo os investigadores, o crescimento acelerado dos fundos chamou atenção porque ocorreu paralelamente à expansão do esquema de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e fraudes tributárias investigado pelas autoridades.

De acordo com o Gaeco, os recursos movimentados pelo grupo passavam por fintechs, empresas de fachada, distribuidoras e postos de combustíveis antes de serem direcionados aos fundos de investimento.

Para os investigadores, a utilização desse tipo de instrumento financeiro permitia dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar os reais donos do patrimônio.

A operação também apontou que o grupo investigado utilizava um complexo sistema financeiro paralelo, envolvendo fintechs suspeitas de funcionar como “bancos informais” da organização criminosa.

Além dos fundos, a investigação mira empresas ligadas ao setor de combustíveis, operadores financeiros e suspeitos de participação em esquemas de desvio de nafta petroquímica para adulteração de combustíveis.

Nesta fase da operação, a Justiça autorizou 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

 

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