Manoela Alcântara

Justiça da Itália emite nova decisão sobre extradição de Zambelli

A Corte de Apelação de Roma publicou nova decisão sobre extradição da ex-deputada no caso em que ela foi condenada por porte ilegal de arma

atualizado

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Carla Zambelli
1 de 1 Carla Zambelli - Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

A Corte de Apelação de Roma decidiu, nesta quinta-feira (16/4), pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli também pelo caso em que ela é condenada por porte ilegal de arma de fogo. A justiça italiana já tinha autorizado a extradição de Zambelli, pela condenação relacionada à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em agosto de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a então deputada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além da perda do mandato, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Essa foi a segunda condenação de Zambelli por um colegiado da Corte.

A ex-parlamentar também foi condenada pela Primeira Turma a 10 anos e oito meses de prisão pela participação de Zambelli na invasão dos sistemas CNJ, em 2023, e na inserção de documentos falsos na plataforma.

Nesse caso, a defesa de Zambelli entrou com recurso na justiça italiana, mas ainda não obteve resposta. A decisão final, de acordo com a legislação italiana, será tomada pelo ministro da Justiça, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão do tribunal.

Caso a Corte mantenha a decisão de extradição, Zambelli será enviada ao Brasil e deve ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia.

Veja detalhes e fotos do presídio Colmeia.


Condenações

  • Zambelli foi condenada em dois processos distintos no Brasil, ambos com trânsito em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos):
    • a 10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e
    • a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no caso em que perseguiu um homem na rua apontando-lhe uma arma, nas vésperas das eleições de 2022.

Após a condenação pela invasão ao sistema do CNJ, também em 2025, Zambelli fugiu do Brasil para a Itália. A Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil solicitou a prisão preventiva da ex-parlamentar, pedido que foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Moraes também determinou a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos internacionais.

Em 29 de julho de 2025, Zambelli foi presa em um apartamento na Itália, em Roma. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.

Renúncia

Após as condenações de Zambelli, a Câmara dos Deputados abriu um processo para cassar o mandato dela como parlamentar. Entretanto, o processo não obteve os votos necessários dos colegas deputados, e o pedido de cassação foi arquivado em dezembro do ano passado.

Dias depois, o STF anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou o pedido de cassação, e determinou a perda do mandato de Zambelli. Após a decisão da Justiça, a ex-deputada renunciou ao mandato na Câmara.

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