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Brasil

"Declarações de Rubio são inaceitáveis e ofensivas", diz Mauro Vieira

Trump decidiu tarifar produtos brasileiros em 25% após o fim de investigação sobre "práticas desleais" do Brasil que "prejudicam" os EUA

16/07/2026 14:28, atualizado 16/07/2026 16:03

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, fez pronunciamento nesta quinta-feira (16/7), no Itamaraty, sobre a decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, “são inaceitáveis e ofensivas”.

“As declarações do Secretário de Estado Marco Rubio veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros”, disse o chanceler.

Após o anúncio dos EUA, Rubio usou as redes sociais para responsabilizar o governo Lula pelas tarifas. Ele disse que o presidente brasileiro “não negociou de boa-fé” com as autoridades estadunidenses.

Segundo Vieira, que iniciou sua fala citando reuniões que o governo brasileiro teve com representantes dos EUA, “Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o Chefe de Estado de um país amigo, que se empenhou pessoalmente pela abertura de canais de negociação em várias ocasiões”.

Ainda durante o discurso, o chanceler brasileiro reiterou o seu posicionamento e disse que a motivação do governo Trump foi “política” e “não tem lastro com a realidade”. Leia aqui o discurso na íntegra

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Chanceler Mauro Vieira discursou nesta quinta (16/7) sobre as tarifas adicionais dos EUA ao Brasil
Mauro Vieira criticou as falas do secretário de Estado dos EUA Marco Rubio
Ministro defendeu o Pix e disse que acusações dos EUA são descabidas
O chanceler Mauro Vieira discursou no Itamaraty nesta quinta  (16/7)
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Chanceler Mauro Vieira discursou nesta quinta (16/7) sobre as tarifas adicionais dos EUA ao Brasil
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Chanceler Mauro Vieira discursou nesta quinta (16/7) sobre as tarifas adicionais dos EUA ao Brasil

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Mauro Vieira criticou as falas do secretário de Estado dos EUA Marco Rubio
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Mauro Vieira criticou as falas do secretário de Estado dos EUA Marco Rubio

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Ministro defendeu o Pix e disse que acusações dos EUA são descabidas
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Ministro defendeu o Pix e disse que acusações dos EUA são descabidas

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O chanceler Mauro Vieira discursou no Itamaraty nesta quinta  (16/7)
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O chanceler Mauro Vieira discursou no Itamaraty nesta quinta (16/7)

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Mais cedo, o chanceler esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de outros auxiliares e técnicos do governo, no Planalto, para analisar as ​medidas norte-americanas e a resposta ⁠brasileira.

Na noite dessa quarta-feira (15/7), o governo dos EUA confirmou que vai taxar, a partir de 22 de julho, produtos brasileiros em 25%. A decisão ocorre após investigação do Escritório do Representante Comercial do país (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.

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Entre as práticas citadas, está o Pix, sistema de pagamento criado pelo Banco Central. Para os Estados Unidos, os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA são prejudicados pelo sistema brasileiro por ele ser gratuito.

O documento que oficializa a nova taxação apresenta lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados, destacam-se, por exemplo, café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.

Reação do Brasil

Após o anúncio, o governo Lula divulgou nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), lamentando a taxação e afirmando que o episódio ficará marcado na história da relação entre os dois países como “lastimável”.

No comunicado, o Executivo federal brasileiro informou ainda que vai acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade. A legislação autoriza o Brasil a retaliar ou aplicar sobretaxas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais aos produtos brasileiros.

No texto, o Brasil disse que não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio e reiterou que, ao longo do ano, atuou junto ao USTR para mostrar evidências que refutam cada uma das alegações dos norte-americanos.

O governo brasileiro também atribuiu o tarifaço à família Bolsonaro: “É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.