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Mundo

Rubio diz que Lula não negociou com os EUA de "boa-fé" sobre tarifas

EUA decidiu taxar o Brasil em 25% após o fim de uma investigação que acusa o Brasil de “práticas desleais”

16/07/2026 00:32, atualizado 16/07/2026 01:24
Heather Diehl/Getty Images
Imagem colorida do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio - Metrópoles

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou no início da madrugada desta quinta-feira (16/7) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não negociou de “boa-fé” com os norte-americanos sobre a aplicação das tarifas pelo país aos produtos brasileiros. A declaração foi emitida logo após os EUA confirmarem a imposição de uma taxa de 25% ao Brasil.

“Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, disse.

Rubio afirmou que as políticas econômicas de Lula são ruins para os americanos e para os brasileiros. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, destacou.

Sobretaxa de 25%

A nova tarifa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros entra em vigor a partir da próxima semana, no dia 22 de julho.

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Apesar da tarifa geral sobre produtos brasileiros, o documento que oficializa a nova taxação apresenta uma lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados, se destacam, por exemplo, alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.

Já entre os produtos taxados, estão: etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, produtos químicos diversos, papel, açúcar e outros.